OMS declara emergência internacional
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, neste sábado (16) – domingo (17) pelo horário local –, o surto de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda como uma “emergência de saúde pública de importância internacional”. A decisão foi tomada após reunião do comitê de emergência da agência, que avaliou a propagação do vírus entre os dois países africanos. A OMS afirmou que o surto, causado pelo vírus bundibugyo, não atende aos critérios de uma emergência pandêmica.
Números do surto na RDC
A agência de saúde da ONU informou, em comunicado, que 80 mortes suspeitas, oito casos confirmados em laboratório e 246 casos suspeitos foram relatados até hoje na província de Ituri, na RDC, em pelo menos três zonas de saúde, incluindo Bunia, Rwampara e Mongbwalu. O Ministério da Saúde da RDC havia informado, na sexta-feira (15), que 80 pessoas morreram no novo surto na província oriental. Esses números indicam a gravidade da situação na região, que já enfrenta desafios humanitários.
Casos em Uganda e Kinshasa
Na capital de Uganda, Kampala, dois casos confirmados em laboratório e uma morte foram relatados até este sábado, em pessoas que viajaram do Congo até a cidade, segundo a OMS. Um caso confirmado em laboratório também foi relatado na capital da República Democrática do Congo, Kinshasa, em uma pessoa que retornava de Ituri, informou a OMS. A presença do vírus em centros urbanos aumenta o risco de disseminação, exigindo medidas de contenção rápidas.
Resposta das autoridades
A declaração de emergência internacional permite que a OMS coordene uma resposta global, mobilizando recursos e expertise para conter o surto. As autoridades de saúde dos países afetados estão intensificando a vigilância e o rastreamento de contatos. A OMS reforça que, embora a situação seja grave, o surto não configura uma pandemia, e medidas de controle podem ser eficazes se implementadas rapidamente.

