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STF barra aposentadoria especial de vigilantes

STF barra aposentadoria especial de vigilantes

Crédito: www.seudinheiro.com

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta sexta-feira (13), negar o direito à aposentadoria especial para vigilantes, armados ou não. A Corte acolheu recurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que alegava impactos financeiros significativos.

A votação foi apertada: 6 ministros votaram a favor da negativa e 4 contra. A decisão reverte entendimento anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de 2020.

Impacto financeiro da decisão

O INSS argumentou que conceder o benefício geraria rombo de R$ 154 bilhões ao Tesouro em 35 anos. A estimativa considerava:

Uma nota técnica do Ministério da Fazenda reforçou que a concessão traria impactos significativos pelo lado da despesa. O montante bilionário foi ponto central do debate entre ministros.

Histórico jurídico do caso

Recurso do INSS

O STF analisou recurso do INSS contra julgamento do STJ em 2020. Na ocasião, o STJ reconheceu direito dos vigilantes à contagem de tempo especial para aposentadoria.

Precedente de 2019

Em seu voto, o ministro Alexandre de Moraes citou decisão de 2019 sobre guardas municipais. O STF decidiu que eles não têm direito à aposentadoria especial por atividade de risco.

Esse raciocínio serviu de base para análise do caso dos vigilantes, alinhando entendimentos sobre profissões de segurança.

Perfil da categoria no Brasil

O Brasil conta com cerca de 570 mil vigilantes em atividade, segundo dados da Polícia Federal até fim de 2025. Este número:

O setor cresceu 10% no primeiro semestre de 2025. Havia mais de 546 mil trabalhadores em empresas especializadas nesse período.

Implicações da decisão

Para os vigilantes

A decisão encerra disputa judicial que se arrastava desde 2020. Vigilantes permanecem submetidos às regras gerais de aposentadoria, sem benefício de contagem de tempo especial.

A medida afeta diretamente centenas de milhares de profissionais em todo o país.

Para o sistema previdenciário

O STF evitou comprometimento financeiro de longo prazo para o INSS. A Corte priorizou sustentabilidade fiscal do sistema.

A decisão consolida entendimento de que atividades de vigilância, por si só, não configuram risco suficiente para justificar aposentadoria especial.

Fonte

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