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Squadra emplaca três indicados ao conselho Hapvida e amplia poder

Squadra emplaca três indicados ao conselho Hapvida e amplia poder

Crédito: www.seudinheiro.com

A gestora Squadra conseguiu 100% de aproveitamento na eleição para o conselho de administração da Hapvida (HAPV3). Todos os três nomes indicados pela casa conquistaram assentos, ampliando o poder da Squadra na companhia. A eleição ocorre após a gestora divulgar uma carta pedindo mudanças no conselho, criticando o que classifica como “uma das maiores destruições de valor da história do mercado de capitais brasileiro”.

Os três novos conselheiros

O trio que agora faz parte do alto escalão é composto por:

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Mudanças no colegiado

Com a eleição, Carlos Piani e José Galló deixarão seus assentos. O colegiado será ampliado, passando de nove para dez integrantes. A alteração reflete a pressão da Squadra por mudanças relevantes na gestão, focando especialmente no Conselho de Administração.

Críticas à gestão e destruição de valor

No começo do mês, a gestora divulgou uma carta pedindo mudanças no conselho de administração. A carta critica o que a casa classifica como “uma das maiores destruições de valor da história do mercado de capitais brasileiro”. Desde o IPO, em abril de 2018, a ação acumula queda de 83%, enquanto o Ibovespa subiu mais de 100% no mesmo período. Na visão da gestora, essa queda drástica é consequência de decisões estratégicas, operacionais, de alocação de capital e de governança equivocadas.

Fusões e aquisições sob escrutínio

As críticas incluem as diversas fusões e aquisições dos últimos anos, que causaram diluição relevante na participação dos acionistas. As integrações foram mal executadas. Desde a combinação com a NotreDame Intermédica há quatro anos, o valor de mercado encolheu em dezenas de bilhões. A carta afirma que não foram capturadas, nem de perto, as sinergias anunciadas à época da transação.

Endividamento e recompras

Outra consequência foi o aumento do endividamento, que afeta a operação financeira. As debêntures precisam ser emitidas com spreads consideráveis, de CDI + 9%. A companhia gastou R$ 384 milhões do caixa na recompra de ações. A Squadra sugere o desinvestimento de ativos para focar no plano de turnaround no Sudeste e Sul. O desinvestimento reduziria a alavancagem, fortaleceria a estrutura de capital e mitigaria o risco da operação.

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