O que é o split payment?
O split payment é um mecanismo previsto na reforma tributária brasileira que separa, no momento da transação, o que é receita da empresa e o que é imposto. Na prática, o valor devido ao fisco é retido automaticamente, antes mesmo de chegar ao caixa do negócio. Isso elimina a necessidade de o empresário calcular e recolher tributos posteriormente, reduzindo erros e sonegação.
Embora inovador no Brasil, o conceito já é aplicado em outros países, como a França. A fintech Franchi, fundada por Felipe Franchi, adotou o split payment como parte de sua operação, demonstrando que a tecnologia já está disponível e funcionando. A empresa atua como ponte entre o sistema financeiro e a arrecadação tributária, automatizando processos que antes eram manuais.
Benefícios do modelo
De acordo com as informações disponíveis, o split payment reduz riscos, aumenta a transparência e facilita tanto para o empresário quanto para o poder público. Para o empresário, a principal vantagem é a previsibilidade financeira: ao saber exatamente quanto será retido de imposto, ele pode planejar melhor o fluxo de caixa. Já para o governo, a arrecadação se torna mais eficiente e menos sujeita a fraudes.
Além disso, o modelo desonera o contribuinte de obrigações acessórias complexas, como a apuração mensal de tributos. A transparência também é um ganho relevante, pois cada transação fica registrada de forma clara, tanto para a empresa quanto para o fisco. Isso tende a reduzir litígios e a necessidade de fiscalização posterior.
Digitalização viabiliza o split payment
O conceito de split payment reforça uma transformação que já vinha ocorrendo no mercado. A digitalização dos meios de pagamento contribui para viabilizar o split payment, especialmente com tecnologias como Pix, open finance e integrações via APIs. Essas ferramentas tornaram mais viável estruturar modelos que automatizam etapas antes manuais da gestão financeira.
Com o Pix, por exemplo, é possível rastrear cada transação em tempo real, o que facilita a separação automática dos tributos. O open finance, por sua vez, permite que diferentes instituições compartilhem dados de forma segura, criando um ecossistema integrado. As APIs, por fim, conectam sistemas de pagamento, contabilidade e arrecadação, eliminando retrabalho e erros humanos.
Futuro do split payment
Felipe Franchi afirma que, nos próximos anos, a separação automática de tributos deixará de ser diferencial e passará a ser padrão. Ou seja, o que hoje é visto como inovação se tornará uma exigência do mercado. As empresas que começarem a se estruturar agora, segundo ele, vão sair na frente em eficiência e previsibilidade financeira.
A declaração do CEO da Franchi aponta para uma tendência irreversível: a automação tributária veio para ficar. Com a reforma tributária, o split payment deve se consolidar como a principal forma de arrecadação de impostos sobre consumo no Brasil. As empresas que ainda não se preparam para essa mudança correm o risco de ficar para trás em competitividade.
Em resumo, o split payment é um mecanismo que promete transformar a relação entre empresas e fisco, tornando-a mais ágil, transparente e justa. A experiência da Franchi mostra que a tecnologia já está disponível e que os benefícios são concretos. Resta agora ao poder público e ao setor privado trabalharem juntos para que a implementação seja bem-sucedida em larga escala.
