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Selic reduzida a 14,25% ao ano, mas pausa nos cortes é inevitável, diz analista

Selic reduzida a 14,25% ao ano, mas pausa nos cortes é inevitável, diz analista

Crédito: www.seudinheiro.com

Copom reduz Selic para 14,25% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) optou por reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a aos 14,25% ao ano. A decisão, amplamente esperada pelo mercado, ocorre em meio a um cenário de inflação ainda pressionada e incertezas fiscais. Apesar do corte, analistas já sinalizam que o ciclo de afrouxamento pode estar próximo do fim.

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Analista vê pausa como inevitável

Para Matheus Spiess, estrategista da Empiricus, os efeitos da guerra podem perdurar, e uma pausa no ciclo de cortes da taxa Selic eventualmente virá. “Do ponto de vista analítico, a pausa parece praticamente inevitável. A combinação entre inflação corrente elevada, expectativas desancoradas, fiscal mais ruidoso e bancos centrais globais mais duros reduz drasticamente o espaço para a continuidade do afrouxamento monetário”, afirma. Spiess é um dos responsáveis pela Empiricus Megatendências, carteira recomendada criada para um mundo em constante transformação, que exige investimentos feitos de forma tática.

Fiscal continua sendo o principal limitador

O atual governo segue mantendo um histórico de contas públicas estouradas, que não ajuda em um contexto de inflação e juros altos por mais tempo. Para Spiess, por mais que o acordo entre EUA e Irã ajude a reduzir a pressão imediata sobre o petróleo e o câmbio, “o cenário segue desconfortável”, especialmente do ponto de vista fiscal, que “continua sendo o principal limitador de uma normalização monetária mais limpa”. “Como é ano eleitoral, ninguém vai falar isso, mas é um problema que tem piorado”, afirma. O que traz ainda mais à tona a necessidade de um pacote de ajustes fiscais que, em sua visão, devem vir “obrigatoriamente” em 2027.

Mercado projeta Selic terminal em 13,75%

Segundo o último boletim Focus, publicado na segunda-feira (15), expectativas do mercado giram em torno de uma Selic terminal a 13,75% em 2026. Isso indica que, após o corte atual, ainda há espaço para mais reduções, mas o ritmo deve ser mais lento e sujeito a pausas. O chamado “G4 dos bancos centrais” (EUA, Japão, Reino Unido e Zona do Euro) podem acabar por “validar um regime global de juros mais altos por mais tempo”, segundo o analista, o que também influencia as decisões do Copom.

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