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Santander SANB11: conselho aprova Gilson Finkelzstain como CEO

Conselho aprova novo CEO

O conselho do Santander aprovou por unanimidade a eleição de Gilson Finkelzstain como CEO. A indicação foi recomendada pelo Comitê de Nomeação e Governança. O executivo declarou estar apto para assumir o cargo e atende às exigências previstas na regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN).

O mandato de Finkelzstain será complementar e vai até a posse dos eleitos na primeira reunião do colegiado após a assembleia geral ordinária de 2027. A efetivação da posse depende da aprovação do Banco Central do Brasil, do encerramento do vínculo de Finkelzstain com a B3 e da saída oficial de Mario Leão.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Trajetória no mercado financeiro

Gilson Finkelzstain tem uma carreira consolidada no mercado financeiro. Entre 2011 e 2013, ocupou cargos de diretoria no Santander nas áreas de renda fixa, câmbio, commodities, produtos e estruturação de derivativos. Durante a passagem pelo Santander, entrou para o conselho de administração da Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip).

Mais tarde, Finkelzstain assumiu a presidência da Cetip em meio ao processo de sucessão de Luiz Fleury. Ele liderou a fusão da Cetip com a BM&F Bovespa, operação que deu origem à B3 em 2017. Essa experiência é vista como relevante para o novo cargo no Santander.

Estratégia de continuidade

A troca de comando não deve significar uma guinada estratégica no Santander Brasil. A avaliação do JP Morgan é de continuidade em duas frentes consideradas centrais para o banco.

Disciplina de custos

O Santander deve seguir perseguindo crescimento nominal zero das despesas no médio prazo, com foco em eficiência operacional. Um dos pilares é o programa de tecnologia ‘Gravity’, que prevê a migração de sistemas legados para a nuvem. O banco vem acelerando a otimização da rede de agências, reduzindo camadas organizacionais e renegociando contratos para ganhar eficiência.

Seletividade no crédito

A segunda frente é a seletividade no crédito. A lógica agora é priorizar rentabilidade em vez de buscar crescimento acelerado da carteira a qualquer custo. O foco deve continuar em segmentos considerados mais rentáveis, como clientes de alta renda do Select e pequenas e médias empresas (PMEs).

Os retornos nos segmentos de alta renda e PMEs podem chegar entre 40% e 50%. A exposição às faixas de menor renda deve seguir diminuindo nos próximos anos. A expectativa é que a nova gestão mantenha essa diretriz.

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