Ícone do site Imóveis em Alta

Saída de capital emergentes: China arrasta fluxos para o vermelho

Saída de capital emergentes: China arrasta fluxos para o vermelho

Crédito: www.seudinheiro.com

As carteiras de mercados emergentes registraram saída líquida de US$ 17,8 bilhões em junho de 2026, segundo dados do Instituto de Finanças Internacionais (IIF). O valor representa uma leve melhora em relação a maio, quando as saídas somaram US$ 25,2 bilhões, mas contrasta fortemente com junho do ano passado, quando houve entrada de US$ 51,1 bilhões. O principal fator apontado para a reversão é o desempenho da China, que concentrou as maiores fugas de capital.

China puxa saídas de renda variável

Os fluxos para ações chinesas passaram de uma entrada de US$ 8,1 bilhões em maio para uma saída de US$ 14 bilhões em junho, uma deterioração de US$ 22,1 bilhões. Esse movimento foi determinante para o resultado geral dos emergentes.

No total, as saídas de renda variável nos emergentes atingiram US$ 46,1 bilhões em junho, ante US$ 35,2 bilhões em maio. Em junho de 2025, o cenário era oposto: entrada de US$ 8,5 bilhões. No primeiro semestre de 2026, as saídas de ações acumulam US$ 81,1 bilhões, contra US$ 19,5 bilhões no mesmo período do ano anterior. A China representou um grande entrave para o desempenho dos mercados emergentes em junho, segundo o IIF.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Renda fixa ainda atrai, mas perde fôlego

Em contraste com a renda variável, a renda fixa emergente registrou entrada de US$ 28,3 bilhões em junho, acima dos US$ 10 bilhões de maio. No entanto, o número ficou abaixo dos US$ 42,7 bilhões observados em junho de 2025.

Na China, os fluxos para renda fixa permaneceram negativos: US$ 3,7 bilhões em junho, ante US$ 4,3 bilhões negativos em maio. Apesar da melhora marginal, o segmento ainda não conseguiu atrair capital estrangeiro de forma consistente.

Semestre acumulado e riscos adicionais

Nos primeiros seis meses de 2026, os fluxos totais para emergentes somaram US$ 179,8 bilhões, acima dos US$ 141,7 bilhões registrados no primeiro semestre de 2025. Contudo, a composição mudou: as saídas de ações cresceram fortemente, enquanto a renda fixa compensou parcialmente.

Excluindo a China, os mercados emergentes ficaram praticamente equilibrados em junho, o que reforça o papel central do país asiático na dinâmica negativa. O Instituto de Finanças Internacionais avalia que o risco é que o cenário de liquidez se torne menos favorável justamente no período em que a volatilidade do petróleo volta a aumentar. A combinação de fuga de capital de um dos maiores emergentes com choques externos pode ampliar a pressão sobre os demais países.

Fonte

Sair da versão mobile