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Rússia exige retirada ucraniana do Donbass para negociar

Rússia exige retirada ucraniana do Donbass para negociar

Crédito: exame.com

Exigência russa para negociações

A Rússia reiterou nesta sexta-feira, 23, a exigência de retirada das tropas ucranianas do leste da Ucrânia como condição para avançar na solução do conflito. Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, as Forças Armadas da Ucrânia devem deixar o Donbass.

A declaração ocorre em meio a um novo encontro internacional que busca retomar o diálogo entre as partes. Essa posição mantém um impasse de longa data, já que a Ucrânia não aceitou anteriormente condições semelhantes.

A fonte não detalhou prazos ou mecanismos para essa retirada. A exigência é apresentada como um pré-requisito para qualquer progresso nas conversas.

Por outro lado, não há confirmação se as delegações russa e ucraniana negociarão pessoalmente no atual contexto.

Encontro em Abu Dhabi

O encontro em Abu Dhabi ocorre um dia após duas reuniões de alto nível. Uma reunião em Davos foi entre Zelensky e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Paralelamente, uma reunião em Moscou foi entre o presidente russo, Vladimir Putin, e os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.

Esses contatos preparatórios buscam criar um ambiente propício para discussões mais amplas. A reunião dá sequência a uma série de encontros baseados na chamada “fórmula de Anchorage”.

O que é a fórmula de Anchorage?

Esse plano de paz de 28 pontos foi discutido anteriormente por Trump e Putin no Alasca. Ele serve como referência para as negociações atuais.

Últimos contatos diretos

O último contato direto entre os dois lados ocorreu em julho de 2025, em Istambul. Na ocasião, o diálogo resultou apenas em um acordo para a troca de prisioneiros e dos corpos de soldados mortos.

Desde então, não houve avanços substantivos nas discussões sobre os pontos centrais do conflito. Essa estagnação reflete as dificuldades em conciliar as posições divergentes entre Moscou e Kiev.

A ausência de progressos significativos desde o último encontro direto aumenta a pressão por resultados concretos nas novas rodadas de conversas. Em contraste, as reuniões recentes envolvendo mediadores internacionais sugerem um esforço renovado para destravar o processo.

Discussões econômicas paralelas

Paralelamente às discussões políticas, Witkoff também se reúne nesta sexta-feira, em Abu Dhabi, com o enviado do Kremlin para assuntos econômicos internacionais, Kirill Dmitriev.

A reunião de Witkoff com Kirill Dmitriev é para tratar de temas econômicos. Isso indica uma abordagem multifacetada nas negociações.

Esses diálogos econômicos podem complementar as conversas políticas. Eles abordam questões como sanções e cooperação comercial.

A fonte não detalhou os tópicos específicos em pauta. A participação de especialistas em economia sugere uma tentativa de ampliar o escopo das discussões.

Essa estratégia busca criar pontes em áreas onde possa haver mais espaço para entendimento mútuo.

Perspectivas para o diálogo

A exigência russa de retirada militar do Donbass representa um obstáculo considerável para o reinício das negociações diretas. A Ucrânia, por sua vez, defende sua presença na região como legítima.

Isso cria um impasse difícil de superar. A “fórmula de Anchorage” oferece um marco teórico, mas sua implementação prática depende de concessões de ambas as partes.

Envolvimento internacional

O envolvimento de mediadores americanos em múltiplos níveis demonstra o interesse internacional em encontrar uma solução. Isso inclui desde conversas presidenciais até encontros técnicos.

No entanto, a falta de avanços substantivos desde o último contato direto em Istambul mantém o ceticismo sobre resultados imediatos. As próximas horas em Abu Dhabi serão cruciais para determinar se as condições para um diálogo produtivo estão sendo criadas.

Fonte

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