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Relator apresenta novo parecer sobre PEC do Banco Central

Relator apresenta novo parecer sobre PEC do Banco Central

Crédito: valor.globo.com

Relator protocola novo parecer na CCJ

O senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da autonomia administrativa e orçamentária do Banco Central (BC), protocolou um novo parecer sobre o texto nesta quinta-feira (16).

A proposta está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Com o relatório protocolado, cabe ao presidente da CCJ pautar a matéria para votação pelo colegiado.

Isso não deve acontecer antes do início de maio. Feriados e a sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) devem ocupar as próximas sessões da comissão, adiando a análise do tema.

Principais mudanças no texto da PEC

Natureza jurídica do Banco Central

O relator já cogitou deixar o BC como pessoa jurídica do direito privado integrante do setor público financeiro que exerceria atividade estatal, mas recuou diante das críticas.

Agora, o texto segue prevendo que a autoridade monetária será caracterizada como uma entidade pública, mantendo sua natureza institucional.

Competência exclusiva sobre o Pix

Valério manteve no relatório a previsão de competência exclusiva do BC para regulação e operação do Pix, reforçando o papel do banco no sistema de pagamentos.

O texto veda concessão, permissão, cessão de uso, alienação ou, por qualquer título, transferência a outro ente, público ou privado. Isso assegura o controle estatal sobre a ferramenta.

Princípios do Pix e gratuidade para pessoas físicas

O texto traz como princípios que o Pix terá gratuidade de uso por pessoas físicas, garantindo acesso sem custos para a população.

Essa medida visa ampliar a inclusão financeira e facilitar transações cotidianas, conforme a proposta em análise.

A manutenção dessa previsão no relatório indica que o relator busca preservar benefícios já consolidados pelo sistema de pagamentos instantâneos.

Divergências sobre a autonomia do Banco Central

Posições institucionais

Essas divergências podem influenciar os debates e a votação na CCJ, criando um cenário de incerteza sobre o futuro da proposta.

Próximos passos da tramitação

Com o relatório protocolado, a pauta depende agora do presidente da CCJ do Senado, que definirá quando a matéria será votada pelo colegiado.

No entanto, isso não deve acontecer antes do início de maio, devido a compromissos já agendados.

A tramitação seguirá seu curso normal, com possíveis ajustes antes da votação final.

Fonte

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