O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (5) que a operação para reabrir o Estreito de Ormuz, batizada de “Projeto Liberdade”, será temporária. A declaração ocorre após o presidente Donald Trump anunciar o projeto no domingo, com o objetivo de restabelecer a navegação na rota marítima estratégica.
Operação defensiva e limitada
Hegseth disse que o bloqueio naval dos EUA contra o Irã na rota marítima continua em vigor. Ele acrescentou que as forças americanas não precisarão entrar no espaço aéreo ou nas águas iranianas para reabrir a via.
“O Projeto Liberdade é de natureza defensiva, com escopo limitado e duração temporária, com uma única missão: proteger o transporte comercial inocente da agressão iraniana.” — Pete Hegseth
O secretário reforçou que “as forças americanas não precisarão entrar nas águas ou no espaço aéreo iraniano. Não é necessário. Não estamos procurando um conflito.”
Centenas de navios se preparam para transitar
Hegseth informou que centenas de navios estão se preparando para atravessar o Estreito de Ormuz no âmbito do projeto anunciado por Trump no domingo. No entanto, ele se recusou a detalhar quantos e quais navios iniciarão a travessia, alegando tratar-se de “informação de inteligência”. A fonte não detalhou o cronograma exato da operação.
Críticas ao Irã e avaliação militar
Hegseth criticou o Irã, afirmando que o regime dos aiatolás “usa a mesma estratégia da Coreia do Norte para obter armas nucleares”. Já o chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA, Dan Caine, avaliou que a situação em Ormuz deve melhorar nos próximos dias.
Segundo Caine, a “estrutura de comando do Irã está enfraquecida” e os iranianos “não estão conseguindo controlar o baixo escalão”. Ele afirmou que alguns ataques do país persa contradizem o que os negociadores iranianos prometem.
Papel da comunidade internacional
A operação temporária levanta questões sobre o papel da comunidade internacional na segurança da via, que responde por cerca de 20% do tráfego global de petróleo. Os EUA indicam que o mundo deve assumir a tarefa de manter a rota aberta a longo prazo.

