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Petrobras perde quase R$ 100 bi em valor de mercado em maio

Petrobras perde quase R$ 100 bi em valor de mercado em maio

Crédito: www.seudinheiro.com

A Petrobras (PETR4) perdeu quase R$ 100 bilhões em valor de mercado ao longo de maio, encerrando o mês avaliada em R$ 576,5 bilhões — o menor patamar desde 6 de março. A forte queda foi impulsionada pela desvalorização do petróleo no mercado internacional, que reverteu parte dos ganhos acumulados pela estatal desde o início do conflito no Oriente Médio.

Queda das ações e desempenho no Ibovespa

Os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) acumularam baixa de 14,62% no mês, registrando a 11ª pior performance do Ibovespa. Já as ações preferenciais (PETR4) recuaram 14,43% no período. O desempenho negativo reflete o movimento de realização de lucros e a mudança no cenário geopolítico.

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Recordes anteriores e pico em abril

Desde o início do conflito envolvendo o Irã, em 28 de fevereiro, a Petrobras vinha sendo uma das principais beneficiadas pela disparada dos preços do petróleo e pelas incertezas em torno da duração da crise no Oriente Médio. Nesse intervalo, a estatal alcançou 12 recordes de valor de mercado. O ápice foi registrado em 13 de abril, quando a companhia encerrou o pregão avaliada em R$ 680,1 bilhões. A partir desse pico, porém, a trajetória foi de queda.

Petróleo em forte baixa em maio

O petróleo Brent para agosto acumulou queda de 17,4% em maio e encerrou a última sessão do mês cotado a US$ 91,12 por barril. O contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho recuou 16,8% no período, fechando o mês a US$ 87,36 o barril. Segundo dados da Dow Jones Market Data, o Brent perdeu US$ 19 ao longo de maio, registrando sua maior queda mensal em dólares desde março de 2020. O WTI caiu US$ 17, no maior recuo mensal desde novembro de 2021.

Alívio geopolítico pressiona commodities

A derrocada do petróleo refletiu o otimismo dos investidores com uma possível redução das tensões no Oriente Médio. A expectativa de um cessar-fogo ou de uma desaceleração do conflito reduziu o prêmio de risco embutido nos preços da commodity, impactando diretamente as ações da Petrobras, que haviam se beneficiado do cenário anterior. Com isso, a estatal viu seu valor de mercado encolher significativamente em maio.

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