A Petrobras (PETR4) voltou ao centro das atenções do mercado financeiro após o UBS BB elevar o preço-alvo de suas ações e reforçar a recomendação de compra. O banco suíço agora projeta R$ 62 por ação para PETR3 e PETR4, ante R$ 60 anteriormente, e US$ 23,00 para os ADRs, ante US$ 22,00. Os novos valores representam potenciais de valorização de 28,3% e 21,5%, respectivamente, sem contar os dividendos.
A revisão ocorre em um momento de forte valorização dos papéis da estatal, que acumulam alta de 70% neste ano. Mesmo assim, o UBS BB acredita que ainda há espaço para ganhos, sustentados por uma combinação de produção recorde, preços do petróleo em patamares elevados e uma política de distribuição de proventos generosa.
Dividendos projetados impressionam investidores
Um dos principais argumentos do UBS BB para manter a recomendação de compra é a perspectiva de dividendos elevados. O banco projeta um dividend yield líquido de 10% a 11% para 2026 e de 13% a 14% em 2027. Em termos absolutos, isso se traduz em dividendos por ação de R$ 5,07 em 2026 e R$ 6,60 em 2027.
Para 2030, a projeção é ainda mais otimista: o dividend yield pode chegar a 15,3%. Esses números colocam a Petrobras entre as maiores pagadoras de dividendos do mundo, um atrativo considerável para investidores focados em renda. O UBS BB não detalhou as premissas exatas para esses cálculos, mas ressaltou que a geração de caixa da companhia deve permanecer robusta.
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Produção recorde sustenta tese de investimento
Outro pilar da visão positiva do UBS BB é o desempenho operacional da Petrobras. Em agosto, a estatal bateu recorde ao produzir 2,89 milhões de barris por dia. O banco elevou sua estimativa de produção para 2,73 milhões de barris por dia em 2026, acima da meta da própria empresa, que é de 2,50 milhões de barris por dia.
Esse desempenho é relevante porque cerca de 40% da produção da Petrobras vai para o exterior, o que torna a companhia sensível às flutuações do preço do petróleo no mercado internacional. Com o Brent voltando a ser cotado acima de US$ 100 o barril em 23 de abril de 2026, a receita em dólar tende a impulsionar os resultados financeiros.
Preço do petróleo e margens de refino
O UBS BB projeta o Brent a US$ 85 por barril no terceiro trimestre deste ano, recuando para US$ 80 no quarto trimestre e se estabilizando em US$ 75 a partir de 2027. Essas estimativas, embora abaixo dos picos recentes, ainda garantem margens confortáveis para a Petrobras, especialmente considerando sua escala de produção.
No entanto, nem todos os indicadores são favoráveis. No segundo trimestre deste ano, a companhia registrou queda trimestral de 14% na geração de caixa por barril refinado (Ebitda/bbl). Enquanto isso, rivais como Shell, BP e Repsol cresciam entre 25% e 150% na mesma métrica. Essa divergência sugere que a Petrobras pode estar enfrentando desafios específicos no segmento de refino, embora a fonte não tenha detalhado as causas.
A ação ficou cara demais?
Com a alta de 70% no ano, muitos investidores se perguntam se as ações da Petrobras já precificaram as boas notícias. O UBS BB, porém, mantém uma visão construtiva, apontando que o potencial de valorização ainda é significativo: 28,3% para PETR3 e 21,5% para PETR4, sem contar os dividendos. Se somarmos os proventos projetados, o retorno total esperado pode ser ainda maior.
É importante notar que a recomendação de compra se baseia em projeções de longo prazo, que dependem de variáveis como preço do petróleo, execução operacional e política de distribuição de dividendos. O UBS BB não detalhou os riscos envolvidos, mas a divergência no Ebitda/bbl em relação aos pares merece atenção.
Perspectivas para o investidor
Para quem busca renda passiva, os dividendos projetados pela Petrobras são um forte atrativo. Um dividend yield de 10% a 11% em 2026 e de 13% a 14% em 2027 supera com folga a rentabilidade da maioria dos ativos de renda fixa no Brasil. Além disso, a possibilidade de chegar a 15,3% em 2030 coloca a estatal em posição de destaque global.
Contudo, é fundamental considerar que projeções de dividendos estão sujeitas a revisões, especialmente em um cenário de volatilidade nos preços do petróleo. A própria queda no Ebitda/bbl no segundo trimestre indica que a eficiência operacional pode variar. O UBS BB não informou se ajustou suas estimativas de dividendos em função desse dado.
Em resumo, a Petrobras segue sendo uma das ações mais debatidas do mercado brasileiro. Com preço-alvo elevado, dividendos generosos e produção recorde, o UBS BB mantém sua aposta na estatal. Ainda assim, a decisão de comprar ou vender depende do perfil de risco e dos objetivos de cada investidor.
Fonte
- www.seudinheiro.com
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