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Pesquisa Quaest Flávio Bolsonaro: medo muda de lado

Pesquisa Quaest Flávio Bolsonaro: medo muda de lado

Crédito: www.seudinheiro.com

A disputa eleitoral segue apertada, mas um detalhe da pesquisa Quaest divulgada nesta semana pode alterar as expectativas do mercado em relação a Flávio Bolsonaro. O senador aparece com 45% das intenções de voto, contra 44% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A distância, que era de dois pontos na semana passada, passou para um, mantendo o empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O levantamento ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral é o BR-08535/2026. Os números reforçam a estabilidade da corrida, mas escondem movimentos importantes em segmentos específicos do eleitorado.

Medo da volta dos Bolsonaro cresce

Pela primeira vez desde agosto, o temor do retorno da família Bolsonaro ao poder aparece numericamente à frente. Segundo a Quaest, 44% dos entrevistados dizem temer mais essa possibilidade, enquanto 42% têm mais medo de outro mandato de Lula. Na pesquisa anterior, divulgada em 14 de outubro, os dois grupos estavam empatados em 43%.

Esse movimento é sutil, mas pode ter impacto na leitura do mercado sobre a viabilidade de Flávio. O medo do retorno dos Bolsonaro, que estava em 43% na pesquisa anterior, subiu para 44%. A pesquisa não investigou os motivos dessa variação., mas o dado coincide com a redução da rejeição a Lula.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Rejeição a Lula recua cinco pontos

A parcela dos eleitores que dizem não votar em Lula de jeito nenhum caiu de 53% para 47%. Já a rejeição a Flávio também recuou, mas em intensidade menor, de 54% para 52%. Com isso, a distância entre as rejeições aumentou de 1 para 5 pontos percentuais.

Essa mudança é relevante porque a rejeição costuma ser um indicador mais estável do que a intenção de voto. A queda de seis pontos na rejeição a Lula, em uma semana, é um sinal de que parte do eleitorado pode estar reavaliando sua posição. A fonte não detalhou se essa mudança está concentrada em algum grupo demográfico.

Potencial de voto e indecisão aumentam

O potencial de voto de Lula passou de 47% para 49%, enquanto o de Flávio foi de 46% para 48%. Na pesquisa espontânea, Lula e Flávio estão empatados em 40%, enquanto os indecisos passaram de 7% para 14% em uma semana. Entre os eleitores independentes, a indecisão saltou de 13% para 31%.

O crescimento da indecisão é um fator de incerteza para ambos os lados. Com mais eleitores sem candidato definido, o cenário pode mudar rapidamente. A fonte não detalhou o perfil desses indecisos, mas o aumento entre independentes sugere que a disputa está longe de ser decidida.

Mulheres e beneficiários do Bolsa Família

Entre as mulheres, os dois candidatos perderam intenção de voto espontânea, e a indecisão chegou a 17%. Já entre os beneficiários do Bolsa Família, o temor do retorno dos Bolsonaro passou de 58% para 63%, enquanto o receio de uma reeleição de Lula caiu de 29% para 23%.

Esses dados mostram que o medo do retorno da família Bolsonaro é mais forte justamente entre os mais pobres, que dependem de programas sociais. A fonte não detalhou se essa mudança está relacionada a alguma proposta específica dos candidatos. No entanto, o crescimento do temor nesse segmento pode influenciar o voto de uma fatia importante do eleitorado.

Lealdade do eleitorado e voto volátil

Flávio conserva 94% dos eleitores que declaram ter votado nele, enquanto Lula mantém 95%. Nesse segmento, a vantagem de Lula aumentou de 29 para 37 pontos percentuais. Além disso, 10% dos entrevistados dizem que ainda podem mudar o voto. Entre os eleitores de Lula, são 9%; entre os de Flávio, 7%.

A alta fidelidade dos eleitores de ambos os candidatos indica que a disputa será decidida nos detalhes. A vantagem de Lula entre quem já votou nele cresceu, mas o percentual de eleitores que podem mudar o voto é semelhante nos dois grupos. A fonte não detalhou o que poderia motivar essa mudança.

O cenário geral permanece de empate técnico, mas os movimentos internos da pesquisa sugerem que o medo do retorno dos Bolsonaro pode estar se tornando um fator mais relevante. Para o mercado, que vinha apostando em Flávio, o detalhe pode azedar as expectativas.

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