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Pão de Açúcar tem prejuízo bilionário no 1T26 e anuncia plano de recuperação

Pão de Açúcar tem prejuízo bilionário no 1T26 e anuncia plano de recuperação

Crédito: www.seudinheiro.com

O Grupo Pão de Açúcar (GPA), controlador da rede varejista, registrou prejuízo líquido de R$ 1,35 bilhão no primeiro trimestre de 2026 (1T26), conforme balanço divulgado nesta semana. O rombo bilionário inclui R$ 1,014 bilhão em efeitos não recorrentes que não queimaram caixa, segundo a companhia. Apesar do resultado negativo, investidores e analistas voltam as atenções para o plano de reestruturação financeira em andamento, que promete reduzir drasticamente a dívida e a alavancagem.

Prejuízo ajustado e receita em queda

Do prejuízo total reportado, as baixas contábeis incluem impairment de ativos, softwares, fundo de comércio e um crédito de R$ 588 milhões no exterior. Excluindo esses itens não recorrentes, o prejuízo ajustado seria de R$ 333 milhões. A receita líquida do Pão de Açúcar encolheu 8,2% no primeiro trimestre em base anual, para R$ 4,3 bilhões. Para conter a queda, a empresa está fechando o formato Aliados e canais de e-commerce menos rentáveis, informou a administração.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Custo financeiro e dívida elevada

O custo financeiro subiu 20%, somando R$ 382 milhões negativos, pressionando ainda mais o resultado. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 3,2 bilhões, com alavancagem de 3,6 vezes (Ebitda/Dívida). Alexandre Santoro, presidente do GPA, afirmou que a companhia carregava uma estrutura de capital incompatível com seu novo tamanho, justificando a necessidade de reestruturação.

Plano de reorganização financeira

O Pão de Açúcar quer reduzir a dívida líquida proforma em 74%. Se o plano for homologado, a dívida de R$ 3,2 bilhões cairia para R$ 822 milhões. Consequentemente, a alavancagem financeira cairia para 0,9 vez. O plano de reorganização foca em três pilares: alongamento, custo e dívida bruta. O prazo médio da dívida saltaria de 2,1 para 6,4 anos, enquanto o custo do endividamento cairia de CDI + 1,8% para CDI + 0,5% ao ano. Além disso, o passivo total poderá cair de R$ 4,1 bilhões para R$ 1,7 bilhão.

Incertezas e continuidade operacional

Apesar das medidas, o relatório financeiro aponta que há incertezas relevantes que podem levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da companhia. As notas explicativas foram revisadas pela Ernst & Young, que não emitiu ressalva, mas destacou o risco. O mercado segue monitorando a evolução do plano e a reação dos credores.

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