O ouro supera os Treasurys nas reservas
O relatório do BCE, divulgado recentemente, confirmou que o ouro ultrapassou os Treasurys na composição das reservas internacionais ao final de 2025. Com 27% de participação, o metal supera os 22% dos títulos públicos americanos, que historicamente lideravam o ranking de ativos seguros. A virada ocorre em meio a um movimento de diversificação dos bancos centrais, que nos últimos anos aumentaram suas compras de ouro. Contudo, o ritmo de aquisições diminuiu: de mais de 1.000 toneladas anuais para 850 toneladas, segundo dados recentes. A redução sugere que parte do ganho de participação se deve mais à valorização do preço do que a novas compras em volume.
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Alta de 60% em 2025 impulsiona o metal
O ouro acumula alta de 60% em 2025, após subir 30% no ano anterior. Nesta terça-feira (2), o metal encerrou em alta na Comex, com o contrato para agosto avançando 0,30%, a US$ 4.519,9 por onça-troy. A prata para julho também subiu 0,40%, a US$ 75,556 por onça-troy. A valorização expressiva ocorre em um cenário de incertezas geopolíticas, com relatos divergentes sobre a retomada do diálogo entre Estados Unidos e Irã, além de negociações entre Israel e Líbano que prosseguem apesar de ataques contínuos. Para o TD Securities, os metais preciosos continuam oscilando de acordo com as notícias sobre o Oriente Médio.
Proteção, mas não substituto de liquidez
Apesar do protagonismo, especialistas ponderam que o ouro não substitui ativos que geram fluxo de caixa ou oferecem liquidez imediata. O metal segue como proteção contra tempestades, mas não é uma moeda fiduciária comum. A perspectiva de queda do ouro para a faixa de US$ 4.000 a US$ 4.200 caso o petróleo retome o patamar de US$ 100 foi mencionada pelo TD Securities, indicando que a trajetória do metal pode ser volátil. A fonte não detalhou os cenários exatos para essa projeção.
O que esperar do ouro daqui para frente?
A superação dos Treasurys pelo ouro nas reservas globais marca um ponto de inflexão, mas ainda é cedo para afirmar se é uma mudança permanente. A redução nas compras dos bancos centrais e a dependência de fatores geopolíticos sugerem que o preço elevado pode não se sustentar sem novos estímulos. Enquanto isso, investidores acompanham de perto os desdobramentos no Oriente Médio e as políticas dos bancos centrais, que continuarão a influenciar o metal.
Fonte
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