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Megamatte: como rede carioca transformou mate em negócio de R$130 mi

Megamatte: como rede carioca transformou mate em negócio de R$130 mi

Crédito: exame.com

Da casa de sucos ao império do mate

A história da Megamatte começa em 1994, quando Antonio Carlos Monteiro abriu uma casa de sucos no Rio de Janeiro. O primeiro teste no modelo de franquias veio em 2005. Em 2013, Julio Monteiro, sócio e filho do fundador, assumiu a gestão da rede. Em 2017, a Megamatte foi eleita a melhor franqueadora do Brasil. No mesmo ano, tornou-se a primeira varejista brasileira a assinar o Pacto Global da ONU.

Produção orgânica e certificação pioneira

Em 2008, a Megamatte certificou seu mate como orgânico. Na época, a Ecocert, certificadora internacional de produtos orgânicos, ainda estudava parâmetros para o nicho. Em 2025, a empresa produziu mais de 500 mil litros de mate orgânico. A bebida responde por 15,2% do faturamento total da rede. Ao longo do ano, foram mais de 1 milhão de copos de 500 ml vendidos.

Sabores que lideram as vendas

O mate puro lidera as vendas, seguido da versão com limão. A aposta da Megamatte para ampliar o consumo está no mate batido com fruta. A rede busca atrair novos públicos com essa variação, sem perder a essência do produto original.

Planos de expansão em cenário adverso

Para 2026, a rede planeja abrir 20 lojas e crescer 7% em faturamento. O plano é traçado em um cenário que Monteiro avalia como adverso para o varejo. O calendário com cerca de 10 feriados emendados reduz dias úteis de operação. A reforma tributária gera insegurança para o pequeno empreendedor enquadrado no Simples Nacional. Em seguida, vêm as eleições presidenciais, período em que investidores tendem a adotar postura mais conservadora. A rede mantém a meta de expansão mesmo nesse cenário.

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