Liderança consolidada no primeiro turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com folga entre eleitores de centro no primeiro turno, de acordo com dados do Datafolha.
Intenções de voto no centro
Entre os eleitores que se posicionam no centro, Lula aparece com 31% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro marca 17%. Além disso, Romeu Zema tem 9% das intenções de voto nesse segmento, e Ronaldo Caiado aparece com 6%.
Eleitores não alinhados
Essa vantagem se mantém entre eleitores que não se identificam nem como bolsonaristas nem como petistas. Nesse grupo, Lula marca 29% das intenções, contra 20% de Flávio Bolsonaro.
Por outro lado, os índices de indecisão e votos brancos somam 25% entre esses eleitores. Isso indica um espaço significativo ainda em disputa.
Cenário apertado no segundo turno
O panorama muda consideravelmente quando se analisa um possível segundo turno.
Empate técnico no centro
Entre eleitores de centro nessa fase final, Lula tem 41% contra 35% de Flávio Bolsonaro. A diferença configura empate técnico dentro da margem de erro sinalizada pelo Datafolha.
Isso revela uma disputa muito mais equilibrada na fase decisiva.
Eleitores que rejeitam os polos
Entre os eleitores que rejeitam ambos os polos no segundo turno, Lula aparece com 40% das intenções, enquanto Flávio Bolsonaro marca 35%.
Segundo a pesquisa, esse cenário também é de empate técnico. Isso mostra como o eleitorado menos alinhado pode ser decisivo em uma eventual votação final.
Distribuição do eleitorado por posição política
O Datafolha também mapeou como os entrevistados se posicionam no espectro político.
Posicionamento no espectro
- Extremo à direita: 29%
- Extremo à esquerda: 15%
- Centro: 17%
Identificação partidária
Quando questionados sobre identificação partidária em uma escala de 1 a 5:
- Bolsonaristas: 28%
- Petistas: 28%
- Não se identificam com nenhum dos dois campos: 19%
Isso reforça a existência de um eleitorado significativo fora das polarizações tradicionais.
Implicações para a disputa eleitoral
Os números revelam que, embora Lula mantenha vantagem clara no primeiro turno entre eleitores centristas, essa liderança se reduz consideravelmente em um cenário de segundo turno.
Redução da vantagem
A margem que era de 14 pontos percentuais no primeiro turno cai para apenas 6 pontos na fase final. Essa diferença está dentro da faixa de empate técnico.
Além disso, os altos índices de indecisão e votos brancos entre eleitores não alinhados sugerem que essa parcela do eleitorado permanece em aberto para convencimento.
Essa característica pode tornar as campanhas voltadas para o centro ainda mais intensas conforme a eleição se aproxima. A fonte não detalhou estratégias específicas.
O peso do voto indeciso
Os dados mostram que, entre eleitores que não se identificam nem como bolsonaristas nem como petistas, um quarto ainda não definiu seu voto ou pretende votar em branco.
Esse percentual representa uma fatia considerável que pode inclinar a balança em qualquer direção.
Disputa pelo voto moderado
O empate técnico observado tanto entre eleitores de centro quanto entre aqueles que rejeitam ambos os polos no segundo turno indica que a disputa pelo voto moderado será crucial.
As estratégias de campanha precisarão, portanto, abordar questões que ressoem além das bases tradicionais de cada candidato.
Esses números reforçam a importância do centro político na atual conjuntura eleitoral. Com polarização ainda presente, mas com espaço significativo para conquistas entre os indecisos, a capacidade de dialogar com diferentes segmentos pode ser determinante para o resultado final.

