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Lei italiana obriga empresa a mudar negócio de cidadania

Lei italiana obriga empresa a mudar negócio de cidadania

Uma alteração na legislação italiana, que endureceu as regras para obtenção de cidadania por descendência, está forçando empresas especializadas no setor a repensar seus modelos de negócio. A mudança, implementada desde o ano passado, limitou o direito a descendentes diretos até a segunda geração, ou seja, apenas filhos e netos.

Diante desse novo cenário, companhias como a Vicenza Cidadania tiveram que se adaptar rapidamente para continuar atendendo a demanda por nacionalidades europeias, que segue alta entre brasileiros.

O cenário antes da mudança

Regras anteriores mais flexíveis

Até recentemente, a Itália não impunha restrições de geração para o reconhecimento da cidadania por descendência. Isso permitia que bisnetos, trinetos e até gerações mais distantes pudessem requerer o direito, desde que comprovassem o vínculo familiar.

Essa abertura histórica alimentou um mercado robusto de serviços de assessoria, especialmente no Brasil, que reúne uma das maiores populações de descendentes italianos fora do país.

Demanda por nacionalidades europeias

Além da Itália, a nacionalidade portuguesa também figura entre as mais procuradas, impulsionada pela forte relação histórica com o Brasil e o idioma em comum.

Nesse contexto, empresas como a Vicenza Cidadania surgiram para facilitar um processo que costuma ser longo, complexo e, muitas vezes, emocional.

Portfólio inicial da empresa

A estratégia era oferecer um suporte completo, desde a análise inicial até a conclusão do trâmite.

A resposta da Vicenza Cidadania

Adaptação ao novo cenário

Com a nova regra italiana em vigor, a empresa precisou se reinventar para manter sua relevância no mercado. Renato Berkowitz, CEO e cofundador da Vicenza Cidadania, junto com a também cofundadora Isabela Siqueira, liderou a adaptação do negócio.

A solução encontrada foi ampliar e diversificar o leque de serviços, indo além da cidadania italiana por descendência, que agora tem seu alcance reduzido.

Expansão de serviços

A empresa passou a investir mais fortemente em outras frentes, como:

Diferencial no atendimento

Além disso, a Vicenza manteve seu diferencial no atendimento personalizado. Desde o primeiro contato, a empresa realiza uma pré-análise genealógica para entender a viabilidade do caso antes mesmo da contratação.

Ao longo do processo, os clientes são acompanhados por equipes integradas e mantêm contato constante por canais diretos, como grupos no WhatsApp. Essa proximidade busca reduzir a ansiedade e as dúvidas comuns em procedimentos burocráticos internacionais.

Os bastidores da fundação

Investimento inicial e estruturação

A trajetória da Vicenza Cidadania começou com um investimento inicial de cerca de R$ 100 mil, aportado pelos quatro sócios fundadores para tirar o projeto do papel. O planejamento e a estruturação levaram aproximadamente quatro meses até a operação entrar em funcionamento.

Experiência dos fundadores

Isabella Siqueira, uma das cofundadoras, trouxe experiência prévia ao negócio, tendo atuado como advogada prestando serviços para outras empresas antes de fundar a Vicenza.

Estrutura atual da empresa

Desde a fundação, a Vicenza Cidadania já atendeu mais de 8 mil clientes, incluindo brasileiros que vivem no país e também em nações como Irlanda e Austrália.

O futuro do setor

Tendência de endurecimento regulatório

A mudança na lei italiana reflete uma tendência mais ampla de endurecimento das regras de imigração em alguns países europeus, observada desde o ano passado. Para empresas do setor, isso significa a necessidade constante de inovação e adaptação.

Estratégias de crescimento

A Vicenza Cidadania, por exemplo, segue buscando oportunidades de crescimento, como evidenciado pela participação em iniciativas como o Negócios em Expansão 2026, cujas inscrições estão abertas e são gratuitas.

Desafios e oportunidades

O caminho à frente, portanto, exige não apenas expertise técnica, mas também agilidade para responder a alterações regulatórias imprevistas. Para os descendentes de italianos além da segunda geração, a porta agora está oficialmente fechada, mas outras nacionalidades e modalidades de residência no exterior continuam a atrair interesse.

A reinvenção, nesse sentido, tornou-se uma questão de sobrevivência para as empresas que atuam nesse nicho.

Fonte

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