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Irã não bloqueará Estreito de Ormuz, diz embaixador

Irã não bloqueará Estreito de Ormuz, diz embaixador

Crédito: exame.com

O embaixador do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, declarou nesta quinta-feira, 12, que o país não pretende fechar o Estreito de Ormuz. A afirmação contradiz mensagem recente atribuída ao líder supremo e busca acalmar temores sobre bloqueio da via marítima crucial para o transporte global de petróleo.

Teerã atribui aos Estados Unidos a responsabilidade pela escalada de tensões na região, após semanas de conflito. O anúncio oficial reforça o compromisso com a liberdade de navegação, enquanto mantém críticas à política norte-americana.

Declaração oficial do embaixador iraniano

Amir Saeid Iravani deixou claro que o Irã não fechará o Estreito de Ormuz. O embaixador reafirmou, porém, o que chamou de “direito intrínseco” de preservar paz e segurança na área.

Em suas palavras: “Não vamos fechar o Estreito de Ormuz, mas é nosso direito intrínseco preservar a paz e a segurança nesta via navegável”. A declaração foi feita em resposta a perguntas sobre possíveis medidas retaliatórias após ataques recentes.

Iravani destacou que o país continua comprometido com o princípio de liberdade de navegação. Ele atribuiu especificamente aos Estados Unidos a escalada de tensões na região do Golfo, sem detalhar medidas concretas.

Posição diplomática

A postura sugere que Teerã busca equilibrar afirmação de soberania com manutenção do fluxo comercial. A declaração ocorre em meio a crescente preocupação internacional sobre a segurança da principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio.

Condições de navegação no Estreito de Ormuz

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, informou que embarcações continuam autorizadas a cruzar a rota marítima. Segundo ele, a passagem está permitida desde que haja coordenação com a Marinha iraniana.

Baghaei acrescentou: “Após os acontecimentos recentes, de forma geral não podemos retornar às condições anteriores ao dia 28 de fevereiro”. Essa data marca o início da ofensiva aérea conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, conforme informações disponíveis.

Novas regras de segurança

O porta-voz não especificou quais mudanças permanecerão, mas a exigência de coordenação sugere maior controle iraniano sobre o tráfego. A medida reflete preocupação com segurança após eventos que a fonte descreve como traumáticos para o país.

Contradição com mensagem do líder supremo

Em contraste com as declarações oficiais, Mojtaba Khamenei afirmou que o Estreito de Ormuz deveria permanecer fechado como mecanismo de pressão. A mensagem foi lida por uma apresentadora na televisão estatal iraniana.

O líder supremo não apareceu publicamente desde o início da guerra. Segundo a imprensa americana, Mojtaba Khamenei teria sido ferido durante ataques recentes.

Relatos sobre a saúde do líder

O embaixador do Irã no Chipre, Alireza Salarian, declarou ao jornal britânico The Guardian que Mojtaba Khamenei sofreu ferimentos no mesmo bombardeio aéreo que matou o então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. A declaração incluiu outros cinco membros da família entre as vítimas.

A mensagem atribuída ao novo líder supremo pede unidade interna e alerta para possíveis ataques a instalações militares dos Estados Unidos na região, mostrando tom mais confrontacional.

Contexto dos ataques e retaliações

Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado, 28 de fevereiro, uma ofensiva aérea contra o Irã, segundo informações disponíveis. Após os ataques, Teerã anunciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas.

Os países mencionados incluem:

No domingo seguinte aos ataques, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques conduzidos por forças americanas e israelenses.

Demanda por reparações

Khamenei afirmou que o governo iraniano pretende cobrar reparações pelos ataques atribuídos a Estados Unidos e Israel. Ele declarou: “Vamos exigir compensação do inimigo. Se não conseguirmos compensação, destruiremos suas propriedades tanto quanto eles destruíram as nossas”.

Essa postura de demanda por indenizações indica que as tensões devem persistir, mesmo com garantias sobre o Estreito de Ormuz.

Divergências internas no governo iraniano

As declarações do embaixador Iravani e do porta-voz Baghaei sugerem posição mais moderada do que a mensagem atribuída a Mojtaba Khamenei. Enquanto autoridades diplomáticas enfatizam não fechamento do estreito, o líder supremo propõe bloqueio como ferramenta de pressão.

Essa divergência pode refletir diferentes visões dentro do governo iraniano sobre como responder aos ataques. O fato de o líder supremo não ter aparecido publicamente desde o início da guerra acrescenta incerteza sobre quem efetivamente comanda decisões estratégicas.

Informações conflitantes

As informações sobre a condição de saúde do líder vêm principalmente de diplomatas iranianos no exterior, como Alireza Salarian no Chipre. A fonte não detalhou confirmação oficial sobre o estado de Mojtaba Khamenei.

A situação permanece fluida, com Teerã buscando equilibrar retórica dura com pragmatismo econômico.

Impacto na segurança regional e global

A garantia de que o Estreito de Ormuz não será fechado deve aliviar preocupações imediatas sobre interrupção no fluxo de petróleo. No entanto, a exigência de coordenação com a Marinha iraniana introduz novo elemento de controle que pode afetar operações comerciais.

As ameaças de retaliação contra países que abrigam bases americanas mantêm risco de conflito expandido. Khamenei continua afirmando intenção de cobrar reparações, o que sugere que disputas financeiras e políticas podem prolongar a crise.

Foco diplomático

A atribuição de responsabilidade pelos ataques exclusivamente aos Estados Unidos, sem menção a outros atores, indica foco diplomático específico. Enquanto isso, a comunidade internacional observa se as declarações oficiais iranianas se traduzirão em estabilidade prática na crucial via marítima.

Fonte

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