O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu em julho, atingindo 44,4 pontos, o pior patamar desde junho de 2020. O indicador, que varia de 0 a 100 pontos, fica abaixo de 50 pontos em cenário de desconfiança. É o décimo nono mês consecutivo abaixo da linha de confiança, período superado apenas entre 2015 e 2016. A queda reflete o impacto de tensões externas: a guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a gerar preocupações com novas ofensivas, elevando os preços do petróleo e a cotação do dólar. Ao mesmo tempo, os empresários monitoram as tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, com a possibilidade de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Condições atuais e expectativas futuras
O ICEI calcula duas métricas diferentes e considera dois espaços temporais. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aborda a percepção dos empresários sobre condições atuais e expectativas futuras. As condições atuais para a economia brasileira receberam avaliação de 34,7 pontos, indicando forte desconfiança. Esse número reflete a piora no ambiente de negócios, agravada por fatores externos. O sentimento de cautela foi intensificado em julho com a pressão das notícias no exterior, especialmente os conflitos geopolíticos e as ameaças comerciais.
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Guerra EUA-Irã e impactos econômicos
A guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a gerar preocupações com novas ofensivas. Os efeitos da guerra incluem elevação dos preços do petróleo e aumento da cotação do dólar, o que pressiona custos industriais e reduz a competitividade. Empresários do setor industrial relatam incertezas quanto à continuidade dos conflitos e seus desdobramentos. A CNI explica que pode haver consequências nas atividades do setor e em toda a economia brasileira, caso as tensões se prolonguem.
Ameaça de tarifas dos EUA
Os empresários monitoram as tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Na quarta-feira (15), deve ser divulgada a conclusão da investigação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). Novas tarifas de 25% podem ser aplicadas sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Os pontos questionados pelos norte-americanos incluem ambiente digital, serviços financeiros e barreiras regulatórias. O Brasil contesta as acusações e mantém conversas com Washington, mas a indefinição gera apreensão no setor produtivo.
Perspectivas para os próximos meses
Com o ICEI em 44,4 pontos, a confiança empresarial segue em território negativo. A CNI destaca que o indicador ficou abaixo de 50 pontos por mais tempo apenas entre 2015 e 2016, período de recessão econômica. A combinação de guerra no Oriente Médio e risco de tarifas comerciais mantém os empresários em estado de alerta. A expectativa é que a divulgação da investigação do USTR traga mais clareza, mas, por enquanto, o pessimismo predomina. A fonte não detalhou possíveis medidas de estímulo ou ações do governo brasileiro para mitigar os efeitos.
Fonte
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