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Ministro defende regra para carro elétrico: precisamos garantir melhor preço

Ministro defende regra para carro elétrico: precisamos garantir melhor preço

Crédito: exame.com

O ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, defendeu a decisão do comitê executivo da Camex de criar uma nova cota de US$ 463 milhões que isenta de imposto de importação veículos desmontados e semidesmontados (SDK e CDK) até dezembro deste ano. Em entrevista, ele afirmou que a medida é necessária para garantir melhor preço ao consumidor brasileiro. Além disso, a nova cota contraria uma decisão anterior, de julho de 2025, tomada pela própria Camex e negociada pelo então ministro Geraldo Alckmin. Na ocasião, foi antecipada a recomposição do imposto de importação para 35% em janeiro de 2027, com uma cota de isenção também de US$ 463 milhões válida até dezembro de 2025.

Impacto na produção nacional

Márcio Elias disse que a decisão não prejudica a produção nacional de veículos. Segundo ele, o governo manteve o cronograma de elevação dos impostos de importação sobre veículos importados, definido em julho de 2025. Dessa forma, os carros elétricos importados já montados (CBU) não são beneficiados pela cota; o imposto sobe de 30% para 35% em julho. Por outro lado, os veículos semidesmontados (SKD) têm tarifa que sobe de 30% para 35% em julho, mas são beneficiados pela nova cota até dezembro. Ademais, os veículos desmontados (CKD) seguem com imposto de 14% até 1º de janeiro, quando passam a 35%; também estão incluídos na nova cota.

Contexto das montadoras chinesas

A GWM e a BYD não solicitaram formalmente uma nova cota de importação. O benefício anterior, expirado em dezembro de 2025, foi majoritariamente utilizado pela BYD. Portanto, a nova cota beneficia indiretamente essas empresas, que importam veículos desmontados para montagem no Brasil. A decisão do comitê executivo da Camex, anunciada em 24 de junho de 2026, gerou debate sobre a política de incentivos e a proteção da indústria nacional.

Posicionamento do governo

O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que a decisão não prejudica a produção nacional de veículos, pois mantém o cronograma de elevação dos impostos. Ele destacou que a cota é temporária e visa garantir melhor preço ao consumidor. A fonte não detalhou os critérios para a definição do valor da cota, mas reiterou que a medida é necessária para equilibrar os interesses da indústria e do consumidor. Em resumo, a nova cota busca atender a demanda do mercado interno sem comprometer a indústria nacional.

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