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Hantavírus no Paraná: dois casos confirmados em 2026

Hantavírus no Paraná: dois casos confirmados em 2026

Crédito: valor.globo.com

Paraná confirma dois casos de hantavírus em 2026

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou, nesta sexta-feira (8), dois casos de hantavírus no estado em 2026. A informação foi divulgada pelo órgão, que também descartou qualquer relação com o possível surto registrado em um navio de cruzeiro no Atlântico, no qual três pessoas morreram. De acordo com a Sesa, a situação está sendo monitorada e não há motivo para alarme.

Além dos dois casos confirmados, o Paraná descartou outros 21 casos suspeitos neste ano. Ainda há 11 casos suspeitos em investigação, aguardando resultados laboratoriais. Em 2025, o estado registrou apenas um caso confirmado, no município de Cruz Machado.

Secretário afirma que situação está sob controle

O secretário estadual da Saúde, César Neves, declarou que a situação está sob controle. Ele destacou que as autoridades de saúde estão acompanhando de perto os casos e que as medidas necessárias estão sendo adotadas. A Sesa reforça que não há evidências de transmissão comunitária ou de surto.

Em âmbito nacional, o Brasil registrou 35 casos da doença em 2025. Neste ano, já são nove confirmações, incluindo os dois pacientes do Paraná. Os dados indicam um aumento no número de casos, mas as autoridades não detalharam as causas.

O que é a hantavirose e como ocorre a transmissão

A hantavirose é uma zoonose viral aguda de notificação compulsória. No Brasil, a doença costuma se manifestar principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas presentes em urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. O vírus também pode ser transmitido pelo contato com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.

Na fase inicial, os sintomas incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Em casos mais graves, o quadro pode evoluir para dificuldade respiratória, tosse seca, queda de pressão arterial e insuficiência respiratória aguda. Não existe tratamento específico para a doença, e o atendimento precoce e o suporte médico adequado são fundamentais para reduzir o risco de morte.

Orientações de prevenção

A orientação das autoridades de saúde é evitar contato com roedores silvestres e adotar medidas de prevenção. Técnicos recomendam que a higienização de ambientes que possam estar contaminados seja feita com limpeza úmida, evitando levantar poeira contaminada. Essas práticas ajudam a reduzir o risco de exposição ao vírus.

A Sesa continua monitorando os casos e reforça a importância da notificação imediata de suspeitas. A população deve buscar atendimento médico ao apresentar sintomas compatíveis, especialmente se houver histórico de exposição a áreas rurais ou de mata.

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