O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o surto de hantavírus em um cruzeiro atracado em Tenerife, Espanha, não representa uma nova pandemia. “Isto não é outra covid”, declarou Tedros, em uma comunicação direta e incomum à população local.
Comunicação direta e incomum
Tedros escreveu diretamente à população de Tenerife sobre o surto de hantavírus em um cruzeiro. Ele disse que não é habitual para ele escrever diretamente às pessoas de uma única comunidade. No entanto, comunicados de imprensa ou relatórios técnicos se mostram insuficientes nestas circunstâncias. A comunicação deve ser “de humano para humano, porque eles merecem”, afirmou.
Memória da pandemia
Tedros reconheceu que é normal a população se preocupar porque o surto traz à memória a pandemia de covid-19. Ele afirmou que ninguém conseguiu superar totalmente a pandemia de covid-19. “A dor de 2020 continua sendo real e não a minimizo nem por um momento”, ressaltou. Apesar disso, insistiu que o risco de hantavírus para a população de Tenerife é baixo. Assegurou que a avaliação de risco não é feita de forma leviana.
Medidas a bordo
Tedros acrescentou que não há passageiros com sintomas a bordo. A vigilância sanitária na embarcação é rigorosa, com especialistas da principal agência de saúde europeia, da OMS e do governo holandês presentes. As autoridades espanholas prepararam um plano cuidadoso e detalhado, destacou Tedros. Os passageiros serão transferidos para terra firme no porto industrial de Granadilla, longe das áreas residenciais, em veículos lacrados e escoltados.
Repatriação isolada
Os passageiros passarão por um corredor completamente isolado e serão repatriados diretamente a seus países de origem. Ninguém da população terá contato com os passageiros, tampouco suas famílias. A decisão de solicitar acolhimento ao governo espanhol baseou-se no cumprimento do Regulamento Sanitário Internacional.
Regulamento Sanitário Internacional
O Regulamento Sanitário Internacional é de cumprimento obrigatório para os Estados-membros da OMS. Ele define os direitos e as obrigações dos países e da OMS ao responderem a eventos de saúde pública de alcance internacional. Segundo as normas, deve ser identificado o porto mais próximo com capacidade médica suficiente para garantir a segurança e a dignidade daqueles que estão a bordo.
Fonte
- exame.com
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