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Google é processado por jornalistas nos EUA por uso de vozes em IA

Google é processado por jornalistas nos EUA por uso de vozes em IA

Crédito: valor.globo.com

Jornalistas processam Google por uso de vozes em IA

O Google está sendo processado nos Estados Unidos por um grupo de jornalistas, podcasters e narradores de audiolivros premiados. Eles acusam a empresa de usar indevidamente gravações de suas vozes para treinar modelos de inteligência artificial (IA).

A ação coletiva foi proposta na segunda-feira (12) e inclui nomes como os vencedores do prêmio Pulitzer Yohance Lacour e Alison Flowers.

Varredura na internet para obter gravações

Os autores do processo alegam que o Google fez uma varredura na internet para obter gravações de voz e as utilizou sem permissão em seus sistemas de IA. Segundo a documentação do Google citada no processo, as gravações correspondem “ao perfil de áudio de treinamento que a documentação do Google identifica como ideal — formato longo, alto-falante único, qualidade de estúdio, produzido profissionalmente”.

Milhares de horas de fala usadas sem autorização

Os autores disseram que o Google usou indevidamente milhares de horas de fala humana sem a permissão dos locutores para treinar seus sistemas de IA de voz. A ação é uma das dezenas de processos movidos por autores, agências de notícias e outras partes contra empresas de tecnologia por uso de trabalho protegido por direitos autorais sem permissão para treinamento de sistemas de IA.

O caso levanta questões sobre os limites legais do uso de conteúdo protegido para alimentar modelos de inteligência artificial, especialmente quando se trata de vozes e performances humanas.

Casos semelhantes contra outras empresas

O ex-apresentador da NPR, David Greene, processou separadamente o Google no Estado americano da Califórnia em janeiro por uso indevido de sua voz no treinamento de IA. Além disso, um grupo de dubladores apresentou alegações semelhantes contra a Lovo, startup de dublagem de IA, em um processo em andamento em Nova York.

Esses casos indicam uma tendência crescente de litígios envolvendo o uso não autorizado de vozes e outros conteúdos protegidos por direitos autorais no treinamento de sistemas de inteligência artificial.

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