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Geração Z frequenta mais shoppings e varejo se adapta

Geração Z frequenta mais shoppings e varejo se adapta

Crédito: exame.com

Existe um mito no mercado de que a Geração Z, por ter nascido conectada, abandonou o varejo físico. No entanto, dados recentes mostram o oposto: esses jovens são presença constante nos shoppings centers, impulsionando mudanças no setor. A frequência maior, aliada a um comportamento de compra híbrido, está redefinindo o papel dos centros comerciais.

Geração Z frequenta shoppings com amigos

Segundo a Abrasce, esses jovens formam a Geração Z que mais compra presencialmente para experimentar produtos. Eles visitam shoppings 93% mais acompanhados de amigos do que a média da população. Isso indica que a experiência social é um dos principais atrativos.

Além disso, 51% da Geração Z compra online, mas prefere retirar na loja. Outros 44% têm o hábito de pesquisar na internet para efetuar a compra presencialmente — o chamado webrooming. Esse comportamento mostra que o físico e o digital se complementam.

Lojas físicas ainda dominam o varejo

Apesar do crescimento do e-commerce, 82% das vendas do varejo brasileiro ainda ocorrem em lojas físicas. E 77% dos consumidores no país já adotam jornadas híbridas, combinando canais online e offline. A Geração Z é parte ativa dessa tendência.

O shopping deixou de ser apenas um centro de compras para operar como uma plataforma de experiência. A praça de alimentação e as áreas de gastronomia ganharam um protagonismo enorme. O tempo médio de permanência subiu para cerca de 80 minutos em 2025, e o gasto médio também cresceu.

Experiências e eventos atraem jovens

O setor vem consolidando áreas pensadas para permanência, como arenas gamer, eventos de cultura geek e espaços de convivência. A convergência através de aplicativos, programas de benefícios e personalização de dados tem sido essencial para transformar visitantes em uma comunidade fiel.

O mercado global projeta que o poder de compra da Geração Z alcance US$ 12 trilhões até 2030, segundo relatório da NielsenIQ e GfK em colaboração com o World Data Lab (WDL). Para atrair esse público, os shoppings investem em ações exclusivas.

Exemplos de ações em shoppings

O Cidade São Paulo trouxe pela primeira vez ao Brasil a loja pop-up da banda sul-coreana BTS. Centenas de jovens dormiram na porta do empreendimento para viver a experiência com seus ídolos. O shopping também trouxe ao país a primeira unidade da gigante chinesa Mixue.

Ricardo Loducca, diretor comercial e de marketing da SYN, destaca que essas iniciativas reforçam o papel do shopping como destino de lazer e cultura. A tendência é que os centros comerciais continuem se adaptando às preferências da Geração Z, combinando compras, entretenimento e convivência.

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