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Gasolina vai subir? O que diz a presidente da Petrobras

Gasolina vai subir? O que diz a presidente da Petrobras

Crédito: www.seudinheiro.com

A possibilidade de um novo aumento no preço da gasolina nas bombas depende, segundo a presidente da Petrobras (PETR4), de uma decisão do Congresso Nacional. Em declarações recentes, Magda Chambriard condicionou qualquer movimento de reajuste ao avanço de um projeto de lei complementar enviado pelo governo federal na semana passada. A executiva também indicou que a estatal não está pressionada pela paridade internacional e trabalha com cenário de petróleo mais barato.

Reajuste condicionado ao Congresso

Chambriard foi direta ao falar sobre a possibilidade de aumento. “Se o Congresso assim entender, sim existe essa possibilidade de reajuste. Senão, nós vamos ter que pensar de uma outra forma”, disse. A declaração ocorre em meio ao debate sobre a desoneração de impostos, que, segundo a presidente, tende a criar uma “folga” ao longo da cadeia de combustíveis. Essa folga permitiria que produtores e importadores elevassem seus preços sem que o repasse fosse integralmente sentido nas distribuidoras e nas bombas. Ainda não há definição sobre a aprovação do projeto de lei complementar.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Empresa não está pressionada

Chambriard reforçou que a Petrobras não está pressionada pela paridade internacional. Desde maio de 2023, a estatal abandonou o modelo de preço de paridade de importação (PPI). Em seu lugar, passou a adotar uma estratégia que considera faixas de preço: o maior valor que o cliente está disposto a pagar e o menor que a empresa aceita receber. “Se você me perguntar se estamos pressionados pela paridade internacional, nós não estamos pressionados pelo preço”, afirmou.

Projeção de petróleo mais baixo

A presidente da Petrobras indicou que a companhia trabalha com um cenário de preços mais baixos para o petróleo. A projeção da estatal aponta para o barril em torno de US$ 70 até o fim do ano. “A gente se prepara para o preço baixo. Nossos projetos têm que ser resilientes a preço baixo. Temos que ser capazes de lidar com isso”, disse Chambriard. A executiva destacou que não há necessidade de importações para atender à demanda nos meses de abril e maio. Além disso, a companhia já começou a receber pagamentos relacionados a subsídios.

Expectativa com o governo

Chambriard acrescentou que acredita no empenho do governo federal e dos congressistas em entregar valor para a sociedade. A declaração reforça a expectativa de que o projeto de lei complementar seja aprovado, abrindo caminho para eventuais ajustes. Enquanto isso, a Petrobras mantém sua estratégia de preços focada na resiliência e na capacidade de lidar com cenários adversos.

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