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Verde estreia fundo global de IA na Avenue; gestor vê maior ciclo de investimentos

Verde estreia fundo global de IA na Avenue; gestor vê maior ciclo de investimentos

Crédito: valor.globo.com

Verde lança fundo global de IA na Avenue

A gestora Verde, conhecida por sua atuação no mercado brasileiro, acaba de estrear na plataforma da Avenue um fundo global de ações com exposição a inteligência artificial. Batizado de Verde Mundi, o veículo é a versão em dólar de uma estratégia já existente no Brasil. Segundo os gestores, o lançamento ocorre em um momento que consideram histórico.

“IA é o maior ciclo de investimentos que vamos ver nas nossas vidas”, afirmam Felipe Harada e Rodrigo Campion, que comandam a área de ações globais da casa.

Fundo global em dólar na Avenue

O Verde Mundi estará disponível para aplicações a partir de US$ 1 mil na plataforma da Avenue. A diferença em relação ao veículo local, explica o sócio e diretor de relações com investidores, Fernando Ambrósio, é que o fundo está juridicamente em Cayman e tem sua cota em dólar.

“É uma estrutura mais eficiente, seja qual for o tamanho do bolso”, afirma. A estrutura da casa, desde o início, é de que o investidor abra conta nos Estados Unidos, defina o percentual que quer ter fora e, dentro desse percentual, faça uma alocação eficiente.

Com cerca de R$ 1 bilhão sob responsabilidade de Harada e Campion, o principal cliente da área de ações globais é o próprio fundo Verde, liderado por Luis Stuhlberger, que replica em seu multimercado a carteira offshore. A casa também faz gestão para escritórios de fortunas familiares. O fundo que agora ganha sua versão em dólar reúne aproximadamente R$ 450 milhões. Não há uma meta de captação para o novo veículo.

IA como maior ciclo de investimentos

Harada diz ter testemunhado ao longo de sua carreira — primeiro como analista e, desde 2019, como gestor — um ciclo inteiro de tecnologia e agora vê apenas o prenúncio de uma nova fase. “Este deve ser o ciclo de adoção de tecnologia mais rápido da história”, afirma. Para ele, nos próximos dez anos, talvez as grandes companhias de inteligência artificial ainda não sejam conhecidas.

Campion complementa: “O crescimento de lucro das empresas ainda é muito impressionante. Para a bolsa americana está acima de 10% e é muito puxado por essas empresas que são as vencedoras, de infraestrutura, de semicondutores.” Ele destaca que o ciclo de investimentos saiu da casa dos US$ 300 bilhões alguns anos atrás e deve passar de US$ 1 trilhão em 2027.

“É o que dá conforto de que há uma visibilidade relativamente grande de crescimento da economia, e procurar os melhores players é o que a gente faz na gestão ativa.”

Carteira concentrada e sem viés temático

Apesar do foco em tecnologia, o fundo não é temático. A carteira é concentrada em 15 ações, com parte relevante em empresas de tecnologia, mas também há casos nos setores industrial, saúde e consumo. Das chamadas “Magnificent Seven” (Mag7), três estão na carteira, mas os gestores não abrem os nomes. Como a seleção é no exterior, com liquidez densa e infinidade de ativos, a capacidade de gestão é muito maior do que a atual, segundo a equipe.

Com o lançamento do Verde Mundi, a gestora amplia o acesso de investidores brasileiros a uma estratégia global focada nos maiores ciclos de inovação. A aposta é que a inteligência artificial, ainda em estágio inicial, ofereça oportunidades por muitos anos.

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