O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou uma operação nesta terça-feira (data não especificada) para desarticular um esquema de fraudes no setor de combustíveis. A investigação aponta o uso de fintechs, empresas-fantasma e fundos de investimento como parte de um “banco paralelo” utilizado para compensações financeiras, pagamentos e ocultação de patrimônio. Há suspeitas de desvio de nafta petroquímica por meio de notas fiscais falsas de venda de solventes.
Esquema envolvia banco paralelo
Segundo o MP-SP, o esquema operava com uma estrutura financeira paralela. Fintechs e empresas de fachada eram usadas para movimentar recursos sem transparência. Fundos de investimento também integravam o sistema, permitindo a ocultação de patrimônio. A fonte não detalhou os nomes das empresas ou pessoas envolvidas.
O patrimônio de fundos ligados ao esquema chega a cerca de R$ 205 milhões. O crescimento do patrimônio dos fundos foi superior a 200% em pouco mais de um ano. Esses dados indicam a magnitude das movimentações financeiras suspeitas.
Desvio de nafta petroquímica
Outro ponto central da apuração é o desvio de nafta petroquímica. O produto teria sido comercializado com notas fiscais falsas de venda de solventes. A prática permitia ocultar a origem e o destino do material, gerando prejuízos ao fisco e ao mercado legal. A investigação busca identificar todos os envolvidos nessa cadeia.
Uso de laranjas em situação de vulnerabilidade
A apuração indica o uso de pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo parentes e até presos, como laranjas na abertura de empresas de fachada. Essas pessoas eram utilizadas para registrar empresas que, na prática, serviam apenas para emitir notas frias e movimentar recursos ilícitos.
Fundos cresceram mais de 200%
Os fundos de investimento ligados ao esquema tiveram crescimento patrimonial expressivo. Em pouco mais de um ano, o patrimônio aumentou mais de 200%, atingindo cerca de R$ 205 milhões. A origem desse crescimento é alvo de investigação, pois há indícios de que os recursos provinham das fraudes.
O MP-SP não informou quantos mandados foram cumpridos nem se houve prisões. A operação continua em andamento, e novas informações devem ser divulgadas nos próximos dias. A fonte não detalhou o número de alvos ou as medidas cautelares adotadas.
Vulneráveis usados como laranjas
A investigação revelou que pessoas em situação de vulnerabilidade foram recrutadas para figurar como sócias de empresas de fachada. Parentes de investigados e até presos tiveram seus nomes usados sem consentimento ou mediante pagamento de pequenos valores. Essa prática dificulta o rastreamento dos verdadeiros responsáveis.
O MP-SP segue analisando documentos e movimentações financeiras para mapear todo o esquema. A expectativa é que novas fases da operação ocorram nas próximas semanas. A fonte não detalhou se há envolvimento de servidores públicos ou agentes políticos.
Fonte
- valor.globo.com
- A informação foi divulgada pelo jornal O Globo (oglobo.globo.com)

