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Fim da escala 6×1 pode aumentar condomínio em até 15%

Fim da escala 6x1 pode aumentar condomínio em até 15%

Crédito: www.seudinheiro.com

A mudança da escala 6×1 para um formato 5×2 está em negociação no Congresso Nacional. A Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC) acredita que a medida pode respingar no preço da cota paga por moradores de condomínios residenciais ou empresas que alugam espaços comerciais, com aumento de até 15%.

Impacto nos custos trabalhistas

Omar Anauate, presidente da AABIC, explica que o custo com funcionários normalmente representa entre 55% e 60% do orçamento mensal dos condomínios, no caso daqueles que possuem equipe própria. Com o fim da escala 6×1, esses imóveis teriam que contratar mais pessoas, elevando gastos com mão de obra e preços repassados aos condôminos de forma imediata.

Anauate afirma que, se a carga horária for reduzida ou a escala 6×1 extinta, a consequência matemática é a ampliação do quadro de funcionários para manter o mesmo nível de serviço em empreendimentos com equipe própria e portaria 24 horas. O presidente da AABIC destaca que os efeitos tendem a ser rápidos devido às características de um condomínio.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Rateio e repasse automático

Diferente de empresas privadas, os condomínios funcionam por rateio, e toda nova despesa é automaticamente refletida na cota condominial. O aumento de até 15% no valor dos condomínios se refere a uma estimativa da AABIC considerando empreendimentos com equipe própria e enxuta.

A AABIC considerou custos com salários de porteiros, auxiliares de manutenção e limpeza, encargos, provisões, férias, 13º salário e FGTS. Na cidade de São Paulo, o preço médio do condomínio é de R$ 1.100, segundo estudo da Loft. Os efeitos do fim da escala 6×1 poderiam levar os valores a cerca de R$ 1.265 na cidade de São Paulo. R$ 1.265 representa 78% do salário-mínimo atual, de R$ 1.621.

Tecnologia e terceirização como alternativa

Outra tendência com o fim da escala 6×1, de acordo com a AABIC, é a substituição do quadro de funcionários próprio por mais tecnologia ou terceirização. Muitos condomínios hoje já têm porteiros digitais, em que o morador utiliza senha ou biometria facial. Com a mudança na jornada de trabalho, a expectativa é de que a tecnologia avance para mais empreendimentos.

Mesmo condomínios com funcionários terceiros podem lidar com valores maiores. Anauate destaca que empresas prestadoras de serviço terão de readequar suas escalas e estruturas operacionais, repassando reajustes aos contratos vigentes.

Efeitos além do condomínio

Segundo entidades do mercado imobiliário, os efeitos do fim da escala 6×1 podem ir além do aumento do preço do condomínio. Em fevereiro, o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) destacou que a redução da jornada encarecerá o custo da moradia para todas as faixas de renda.

Há discussão sobre um possível período de transição entre o modelo atual e o novo, com prazos que podem chegar a 10 anos. A fonte não detalhou como seria essa transição.

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