EQI reduz exposição a FIIs e aposta no Tesouro IPCA+
A EQI Asset reduziu a exposição a fundos imobiliários (FIIs) nos perfis moderado e arrojado, direcionando parte desses recursos para investimentos internacionais. Dessa forma, a casa passou a enxergar mais valor nos títulos públicos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+. A avaliação é que os FIIs continuam atrativos no médio e longo prazo, mas, no curto prazo, os títulos públicos oferecem um prêmio considerado mais interessante para capturar o principal tema de investimento dos próximos anos: a queda dos juros reais no Brasil.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com
Semelhança entre FIIs e Tesouro IPCA+
Renda fixa e fundo imobiliário não são a mesma coisa com outra roupa, diz a casa. No entanto, os FIIs e os títulos indexados à inflação costumam reagir ao mesmo fator, quase em conjunto. Quando os juros caem, tanto os FIIs quanto o Tesouro IPCA+ costumam se valorizar. Por outro lado, quando as expectativas de juros pioram, as duas classes também costumam sofrer. Essa semelhança levou a EQI a comparar os dois investimentos.
Prêmio menor para risco imobiliário
Segundo Carol Borges, head da EQI Research, o investidor que deseja se posicionar para um futuro ciclo de cortes de juros tem hoje mais de uma alternativa para capturar esse movimento. Com a alta dos juros reais oferecidos pelo Tesouro IPCA+, a diferença entre o dividend yield pago pelos FIIs e o retorno oferecido pelos títulos públicos indexados à inflação caiu para o menor nível dos últimos cinco anos. Esse prêmio é o quanto o investidor recebe a mais para carregar risco imobiliário no lugar de um título público. Em outras palavras, o investidor está recebendo cada vez menos para trocar a segurança do Tesouro Nacional pelo risco do mercado imobiliário.
FIIs ainda têm vantagens
A EQI ressalta que os FIIs ainda são um ótimo instrumento de investimento e têm uma vantagem que o título público não tem: o potencial de crescimento dos aluguéis, melhora da ocupação dos imóveis e valorização das cotas na bolsa. Isto é, é um ganho de capital que o título público não entrega da mesma forma, já que ele apenas antecipa o combinado no vencimento no preço, diz o relatório. A EQI argumenta que essa valorização de preço é mais intensa nas cotas dos FIIs do que nos títulos públicos. A casa não eliminou a posição em fundos imobiliários. O movimento foi apenas de redução, levando a alocação que estava um nível acima do neutro para o neutro.
Dividendos ainda altos
Os dividendos dos FIIs continuam altos. Os fundos de papel estão entregando dividendos próximos de 13% ao ano, enquanto os fundos de tijolo distribuem algo perto de 10% ao ano — ambos acima da média histórica. Isso mostra que, apesar da redução na alocação, a classe ainda oferece retornos atrativos para quem busca renda.
Dólar como contrapeso
A alocação em moeda estrangeira subiu de 15% para 20% em todos os perfis recomendados pela EQI. Nos portfólios moderado e arrojado, esse aumento foi financiado justamente pela redução da exposição a fundos imobiliários. Para a EQI, como FIIs e títulos longos de renda fixa costumam andar na mesma direção no mercado brasileiro, eles oferecem pouca proteção entre si. O dólar, por outro lado, costuma funcionar como contrapeso. Dessa forma, a realocação busca melhorar a diversificação e reduzir a correlação dos portfólios.
Fonte
- www.seudinheiro.com
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