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Exportação Brasil-EUA cai para menor nível desde 1997 em 2025

Exportação Brasil-EUA cai para menor nível desde 1997 em 2025

Crédito: valor.globo.com

Participação dos EUA atinge menor patamar

Os Estados Unidos perderam espaço na pauta exportadora brasileira. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) mostram que a fatia do país norte-americano caiu para 9,4% entre janeiro e maio de 2025, contra 12,2% registrados em igual período de 2024. Esse percentual é o menor para o intervalo em toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997. A queda ocorre mesmo sem a imposição de novas tarifas comerciais entre os dois países.

Os embarques para os EUA somaram US$ 9,4 bilhões no período, segundo dados preliminares. A redução na participação relativa reflete tanto a desaceleração das compras americanas quanto o aumento das exportações brasileiras para outros destinos, como China e União Europeia. A fonte não detalhou os motivos específicos para o recuo.

Comparação com anos anteriores

Em 2024, os EUA ainda respondiam por 12,2% das vendas externas do Brasil nos cinco primeiros meses do ano. Em 2023, o percentual foi de 11,8%, e em 2022, de 11,5%. A tendência de queda se acentuou em 2025, quando o índice caiu abaixo de 10% pela primeira vez. A Secex não divulgou projeções para o restante do ano.

Especialistas consultados pela reportagem apontam que a diversificação de mercados e o crescimento das exportações de commodities para a Ásia contribuíram para a redução da dependência dos EUA. No entanto, a fonte não confirmou essa análise.

Impactos e perspectivas

A diminuição da participação americana ocorre em um contexto de estabilidade tarifária. Não houve anúncio de novas barreiras comerciais entre Brasil e EUA no período analisado. O governo brasileiro tem buscado ampliar acordos bilaterais, mas a fonte não detalhou negociações em curso.

Para o setor exportador, a perda de espaço nos EUA pode exigir estratégias de reposicionamento. A balança comercial brasileira, no entanto, segue superavitária. A Secex deve divulgar novos dados nos próximos meses para avaliar se a tendência se mantém.

Fonte

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