Ataques dos EUA no sul do Irã
Os Estados Unidos realizaram na noite de segunda-feira ataques no sul do Irã contra plataformas de lançamento de mísseis e embarcações que tentavam instalar minas no Estreito de Ormuz. Os militares dos EUA afirmaram que os ataques foram em “legítima defesa”, acusando o Irã de tentar lançar minas marítimas no estreito. A ação ocorre apesar de avanços nas negociações entre os dois países para reabrir a passagem marítima estratégica.
Resposta iraniana
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter “abatido com sucesso” um drone MQ-9 dos EUA. A Guarda alertou que Washington estaria violando o cessar-fogo firmado entre as partes e que se reserva o direito de responder a qualquer ação americana. A fonte não detalhou se houve vítimas ou danos materiais.
Negociações em andamento
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta terça-feira que a negociação de um acordo com o Irã pode “levar alguns dias”. Rubio afirmou que o Estreito de Ormuz precisa ser aberto “de um jeito ou de outro”. Em declaração a repórteres a bordo de seu avião em Jaipur, na Índia, ele disse: “Os estreitos têm de estar abertos; de uma forma ou de outra, eles vão estar abertos, por isso precisam de estar abertos”. Rubio acrescentou que havia “algo bastante sólido sobre a mesa”, referindo-se às negociações sobre a reabertura do estreito e uma “negociação muito real, significativa e limitada no tempo sobre a questão nuclear”.
Termos do acordo
Segundo fontes com conhecimento das negociações, os termos preveem a reabertura gradual do Estreito de Ormuz e a remoção de minas por parte do Irã. As mesmas fontes indicam que o Irã deixaria de cobrar taxas para que embarcações cruzem a passagem com segurança. Em paralelo, os dois países começariam a discutir o programa nuclear iraniano, com Teerã assumindo o compromisso de negociar a diluição ou a entrega de seu estoque de urânio enriquecido a níveis próximos do necessário para a produção de uma bomba atômica. Ainda não há confirmação oficial das partes sobre os detalhes do acordo.
Israel intensifica ataques no Líbano
Netanyahu disse ontem que Israel intensificaria os ataques contra a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã, no Líbano. Os militares israelenses afirmaram que estavam atacando a infraestrutura do Hezbollah no Vale de Bekaa, no leste do Líbano, e em outras áreas. Israel e o Líbano chegaram a um acordo de cessar-fogo em meados de abril. O governo de Netanyahu continuou realizando ataques aéreos que, segundo o país, são atos de autodefesa contra o Hezbollah, que não fazia parte da trégua. A situação na região permanece tensa, com múltiplos focos de conflito.

