Os ETFs (Exchange Traded Funds) estão se consolidando como uma opção cada vez mais popular entre investidores brasileiros. Também chamados de fundos de índice, eles são fundos de investimento criados para seguir indicadores de mercado, como índices de ações, renda fixa, fundos imobiliários, commodities (tipo ouro e petróleo), moedas e criptoativos. Criados no Canadá na década de 1990, os ETFs só chegaram ao Brasil em 2004. Desde então, o mercado cresceu de forma expressiva: o patrimônio líquido (PL) dos ETFs, que há 20 anos não chegava a R$ 4 bilhões, saltou para a faixa dos R$ 30 bilhões em 2020 e hoje já totaliza mais de R$ 100 bilhões. A quantidade de investidores ultrapassa os 500 mil.
O que são ETFs e como funcionam
A proposta de um ETF é acompanhar ou superar o desempenho de um índice de mercado. Para isso, os ETFs só podem investir nos ativos que compõem a carteira teórica do índice, respeitando também, de maneira geral, as proporções de cada ativo no portfólio. Por exemplo, um ETF de Ibovespa só pode investir nas ações do Ibovespa, o principal índice de ações da B3. No Brasil, a regulação permite apenas a existência de ETFs passivos, aqueles que buscam replicar, com o máximo de aderência possível, o desempenho do seu índice de referência. Existe a expectativa de que, num futuro não muito distante, sejam liberados no Brasil também os ETFs ativos, por enquanto apenas disponíveis no exterior ou via BDRs.
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Vantagens em relação a investimentos tradicionais
ETFs possibilitam ao investidor apostar na alta ou na queda de um índice de mercado, expondo-se à totalidade daquele índice para obter exatamente a rentabilidade do indicador, sem que seja necessário comprar, um a um, cada ativo daquela carteira. Isso representa uma diversificação instantânea com um único investimento. Além disso, os ETFs são fundos fechados e têm suas cotas negociadas em bolsa de valores, como se fossem ações. Diferentemente dos fundos abertos, ETFs não permitem aplicações e resgates. O investidor de ETFs deve operar as cotas pelo home broker da corretora, onde tem acesso aos fundos de índices de diversas gestoras diferentes. No ambiente de bolsa, o investidor negocia a compra e venda dos ativos com outros investidores.
Liquidez e proteção da carteira
Uma das grandes vantagens dos ETFs é a liquidez. Os recursos dos investidores não passam pela carteira do fundo, que se mantém intacta e aderente à composição do índice de referência, a despeito da entrada e saída de cotistas. A negociação das cotas na bolsa confere proteção à carteira do ETF e facilita na hora de o investidor entrar e sair, ajudando a tornar os fundos de índice veículos de alta liquidez. A carteira fechada possibilita que o prazo para o investidor receber o dinheiro depois de vender as cotas de um ETF (liquidação) seja ágil como a dos demais ativos de bolsa.
Crescimento expressivo no Brasil e no mundo
O mercado de ETFs tem mostrado crescimento robusto. Se considerarmos os BDRs de ETFs, o número de fundos de índice disponíveis na B3 já chega na casa dos 500. Nos Estados Unidos, os ETFs representam cerca de 50% da indústria de fundos local. No mundo, são mais de 10 mil ETFs e 500 gestores, espalhados em mais de 70 bolsas de valores e totalizando cerca de US$ 20 trilhões em patrimônio líquido. Esses números indicam que os ETFs são uma tendência global que veio para ficar.
Fonte
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