No Festival LED, realizado no Rio de Janeiro, especialistas em comunicação e sustentabilidade debateram o papel do ESG (Environmental, Social and Governance) na estratégia das empresas. A conclusão foi clara: o tema deixou de ser um discurso opcional e passou a definir a sobrevivência das marcas no mercado.
ESG como condição de mercado
De acordo com os painelistas, práticas inadequadas podem comprometer o acesso a mercados, afastar investidores e provocar crises reputacionais. O alerta veio de executivas que atuam na interseção entre comunicação e responsabilidade social. Elas defenderam o papel da educação e da comunicação na formação de jovens mais conscientes e críticos.
A comunicação de temas ligados ao ESG exige traduzir pautas complexas em conteúdos acessíveis e relevantes para diferentes públicos. Essa tradução é essencial para que a mensagem chegue de forma clara e gere engajamento.
Coerência entre promessas e práticas
O conceito de governança, um dos pilares do ESG, se traduz na coerência entre promessas e práticas. Temas como assédio, discriminação, distribuição de resultados e responsabilidade social precisam ser tratados de forma estruturada e transparente. A falta de alinhamento entre o discurso e a ação pode minar a credibilidade da marca.
Ana Paula Passarelli, cofundadora da Brunch e que atua há quase duas décadas no mercado de influência digital, destacou a importância da autenticidade. O diferencial criativo é documental: todas as histórias contadas são verdadeiras. Essa abordagem garante que a comunicação reflita experiências concretas.
Autenticidade nas narrativas
A fundação evita o uso de atores em campanhas publicitárias para preservar a autenticidade das narrativas e garantir que a comunicação reflita experiências concretas de transformação pela educação. Essa estratégia fortalece a conexão com o público e aumenta a confiança na marca.
“Quando fortalecemos a marca da Fundação Bradesco, ampliamos perspectivas na vida do aluno e também provocamos outras empresas a assumirem seu papel de responsabilidade social.” A fala reforça a ideia de que o ESG não é apenas uma obrigação, mas uma oportunidade de gerar impacto positivo.
Educação como pilar da transformação
As executivas presentes no evento defenderam o papel da educação e da comunicação na formação de jovens mais conscientes e críticos. A educação é vista como ferramenta central para preparar as novas gerações para um mercado que exige cada vez mais responsabilidade social e ambiental.
A comunicação de temas ligados ao ESG exige traduzir pautas complexas em conteúdos acessíveis e relevantes para diferentes públicos. Essa tradução é essencial para que a mensagem chegue de forma clara e gere engajamento.
Em suma, o ESG deixou de ser um diferencial e se tornou um requisito básico para a sobrevivência das marcas. As empresas que não incorporarem esses princípios de forma genuína correm o risco de perder mercado, investidores e reputação.

