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Escala 6×1 no Brasil: como estamos no ranking mundial?

Escala 6x1 no Brasil: como estamos no ranking mundial?

Crédito: www.seudinheiro.com

O debate sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil ganhou novo impulso com a tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 — modelo em que se trabalha seis dias e folga um. Enquanto a proposta aguarda análise no Congresso, dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que o Brasil ocupa uma posição intermediária no ranking global de horas trabalhadas. Mas como estamos em comparação com outros países?

O que diz a OIT sobre a jornada brasileira

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estabelece que, no Brasil, o limite é de 8 horas diárias de trabalho e 44 horas semanais. Em média, uma pessoa empregada possui uma carga horária de 39 horas por semana. Com a média de 38,9 horas semanais, o Brasil ocupa aproximadamente a 70ª posição no ranking global da OIT. A posição se encontra numa faixa intermediária entre países com jornadas mais extensas e aqueles com menor carga horária.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Países com jornadas mais longas

Os países listados estão localizados, em sua maioria, na Ásia e na África. A comparação foi feita baseada em dados de anos diferentes, o que pode influenciar o seu resultado. A fonte não detalhou quais nações encabeçam a lista, mas a concentração geográfica sugere realidades socioeconômicas distintas.

A proposta de fim da escala 6×1

A redução da escala trabalhista brasileira, que inclui o fim do modelo 6×1 vigente (seis dias trabalhados e um de folga), faz parte de uma Proposta de Emenda à Constituição. O fim desse modelo é atualmente discutido e espera a aprovação do Congresso Nacional. A proposta está atualmente em análise na Câmara dos Deputados, e seu parecer foi apresentado na segunda-feira (25), após acordo com o governo.

Como funcionaria a nova jornada

A PEC prevê, dois meses após a sua promulgação, uma redução inicial da jornada para 42 horas semanais, que cairá para 40 horas após doze meses. O texto inclui também um repouso remunerado de dois dias por semana. Para que isso ocorra, a proposta deve ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado e, em seguida, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornando-se lei.

Enquanto a tramitação avança, o Brasil segue na 70ª posição no ranking da OIT, com uma carga horária que, embora dentro dos limites legais, ainda gera debates sobre qualidade de vida e produtividade. A aprovação da PEC pode reposicionar o país no cenário internacional, mas o caminho legislativo ainda é longo.

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