Um levantamento divulgado pela SOS Mata Atlântica no dia 13 deste mês indicou que, em 2025, houve uma queda de 28% no desmatamento em relação ao ano anterior, saindo de 53.303 para 38.385 hectares desmatados. O número representa o menor índice já registrado na história do bioma, segundo a organização.
Redução de 40% em outra medição
Outra pesquisa, em parceria com o INPE, chamada de “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica”, mostrou redução de 14.366 para 8.668 hectares — cerca de 40%. O Atlas é feito desde 1985 e, em mais de quatro décadas, essa foi a primeira vez que o desmatamento anual ficou abaixo de 10 mil hectares.
Os dados indicam uma tendência positiva para a preservação do bioma, que ainda enfrenta desafios significativos.
Fiscalização e responsabilização
A partir da fiscalização do MapBiomas, órgãos como o Ministério Público, a Secretaria de Meio Ambiente e a Polícia Militar atuam para multar e prender os responsáveis, além de apreender equipamentos utilizados nos crimes. A integração entre as instituições tem sido fundamental para coibir infrações ambientais.
Segundo a SOS Mata Atlântica, o bioma tem condições de se tornar o primeiro no País a alcançar o desmatamento zero e avançar em uma agenda de restauração florestal em grande escala. A meta, no entanto, depende de políticas públicas consistentes.
Leis aprovadas geram preocupação
Em 2025, o Congresso Nacional aprovou a Lei Geral do Licenciamento Ambiental e a Lei da Licença Ambiental Especial, que enfraquecem a autonomia de órgãos como o Ibama e sobrecarregam municípios sem estrutura técnica. Especialistas alertam que essas medidas podem comprometer os avanços obtidos na redução do desmatamento.
De acordo com o Atlas da Mata Atlântica, restam hoje apenas 24% do bioma original, sendo que pouco mais da metade disso (12,4%) são referentes às florestas maduras. A conservação desses remanescentes é crucial para a biodiversidade e para a regulação climática.
Debate sobre preservação no Fórum Esfera
Nesta sexta-feira e sábado, 22 e 23, durante o Fórum Esfera, lideranças políticas, empresariais e de agências regulatórias nacionais discutem assuntos sobre o futuro do País, inclusive sobre a preservação dos biomas. O evento reúne atores-chave para debater soluções sustentáveis.
“A manutenção e reestruturação da Mata Atlântica é importante em nível nacional para evitar desastres naturais como os que aconteceram na Paraíba, em Pernambuco, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e em Petrópolis [RJ]”, concluiu Guedes Pinto. A declaração reforça a relevância do bioma para a segurança ambiental do Brasil.
Fonte
- exame.com
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- faculdade exame (www.exame.com)
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