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Data Favela e Ipsos firmam parceria para combater apagão de dados

Data Favela e Ipsos firmam parceria para combater apagão de dados

Crédito: valor.globo.com

Os institutos de pesquisa Data Favela e Ipsos anunciaram, nesta quinta-feira (30), uma parceria para produzir dados sobre favelas brasileiras. A iniciativa busca enfrentar um “apagão de dados” sobre esses territórios, combinando expertise metodológica com conhecimento local.

Integração de metodologias

O projeto prevê a integração das metodologias da Ipsos com a inteligência territorial do Data Favela. Enquanto a Ipsos traz sua experiência em pesquisas de mercado e opinião, o Data Favela forma e capacita moradores para atuarem como pesquisadores em suas próprias comunidades. Essa abordagem visa ampliar o acesso às áreas pesquisadas e reduzir limitações dos métodos tradicionais, que muitas vezes enfrentam barreiras de entrada nas favelas.

Potencial de consumo ignorado

Soares, representante do Data Favela, afirma que existe um potencial de consumo gigantesco dentro das comunidades e favelas ao redor do país. Ele complementa que é uma parcela da população que as marcas e clientes estão deixando de ouvir pelas dificuldades de acesso. A parceria, portanto, busca dar voz a esses consumidores e gerar dados que reflitam sua realidade.

Representatividade e confiabilidade

Rosendo, da Ipsos, afirma que viu na parceria o potencial de ampliar a representatividade. Para ele, é uma possibilidade de ampliar a representatividade das amostras e ter dados mais confiáveis que representem a diversidade do país. A união das duas organizações pode gerar insights mais precisos sobre um segmento da população frequentemente sub-representado em pesquisas convencionais.

Coleta humanizada de dados

Santana, também do Data Favela, destaca que há muito a aprender com as favelas, inclusive com as dores e os problemas. Ele afirma que isso só é possível com uma coleta de dados humanizada. Para Santana, a parceria deve ampliar a agilidade e a capilaridade das pesquisas nessas regiões, permitindo que mais vozes sejam ouvidas e que as informações coletadas sejam mais fiéis à realidade local.

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