Encontro no Zhongnanhai
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, encerraram na sexta-feira sua cúpula de dois dias em Pequim. Xi apresentou a Trump o Zhongnanhai, sede da liderança do Partido Comunista. Xi afirmou ter escolhido Zhongnanhai para o encontro de sexta-feira para retribuir a hospitalidade que recebeu ao visitar a propriedade de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, em 2017.
Promessas de acordos
Trump afirmou que muitas coisas boas surgiram de sua viagem e que foram feitos alguns acordos comerciais fantásticos, sem fornecer detalhes. A declaração ocorreu sem que detalhes específicos fossem apresentados, deixando o mercado sem confirmações concretas.
Consenso sobre Irã e Estreito de Ormuz
Trump observou que ambos concordaram que o Irã não deve possuir armas nucleares. Além disso, Trump observou que ambos concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto. Esses pontos de concordância indicam uma convergência em temas de segurança regional.
Visita de Xi à Casa Branca
Trump disse que Xi visitará a Casa Branca em 24 de setembro. A visita foi anunciada como um próximo passo no relacionamento bilateral, mas sem maiores detalhes sobre a agenda.
Mercados reagem
Os mercados ignoraram a cúpula, com a queda dos índices de ações na China e em Hong Kong. Por outro lado, o petróleo Brent subiu 2%, chegando a cerca de US$ 108 por barril. A alta do petróleo contrastou com o desempenho negativo das bolsas asiáticas.
Análise de especialista
George Chen, sócio para a Grande China no The Asia Group, observou que Xi deseja manter o tom da cúpula caloroso e amigável, sem culpar os Estados Unidos diretamente por algo específico. Segundo Chen, a comparação com a Armadilha de Tucídides carrega um significado profundo. Segundo Chen, trata-se de um aviso de que os EUA não devem tentar conter a ascensão da China, mas sim aceitar que os dois países agora podem coexistir em um status de maior igualdade.
Impacto setorial
As ações da Boeing caíram mais de 4% na quinta-feira. A queda reflete a incerteza dos investidores quanto ao futuro das relações comerciais entre os dois países, embora a cúpula tenha ocorrido sem anúncios específicos sobre tarifas ou contratos.

