Investigações e operações recentes revelam que o Comando Vermelho (CV) vai além do tráfico tradicional de drogas. A facção criminosa expandiu suas frentes de atuação no Rio de Janeiro, incorporando tecnologias como drones de carga, explorando criptomoedas e buscando infiltração política. O objetivo, segundo as apurações, é ampliar poder territorial, capacidade logística, fontes de financiamento e influência.
Drones de carga e treinamento de guerra
Um dos avanços mais significativos é o uso de drones capazes de transportar o equivalente a 20 fuzis. Esses equipamentos permitem à facção movimentar armamento e suprimentos com maior discrição e eficiência, evitando rotas tradicionais de fiscalização.
Além disso, o CV adotou treinamento com técnicas trazidas da guerra na Ucrânia, adaptando táticas de conflito urbano e guerrilha para suas operações. Essa modernização logística indica uma profissionalização crescente do grupo.
Bunker na mata e novas bases
Paralelamente, a facção mantém bunkers escondidos em áreas de mata, servindo como pontos de apoio e armazenamento. Essas estruturas reforçam a capacidade de resistência e a mobilidade dos criminosos.
O avanço para áreas fora das favelas também é uma estratégia em curso, ampliando o raio de ação do CV para regiões antes menos dominadas, como bairros residenciais e zonas rurais.
Mineração de criptomoedas
Outra frente inovadora é a exploração de criptomoedas. As investigações localizaram uma fazenda clandestina de mineração de criptomoedas, usada para lavar dinheiro e gerar receita independente do tráfico de drogas.
A operação envolve equipamentos de alto processamento e consumo de energia, muitas vezes ligados de forma ilegal à rede elétrica. Essa diversificação financeira dificulta o rastreamento de recursos pela polícia.
Infiltração política e influência
A facção também busca infiltração em estruturas políticas, tentando cooptar agentes públicos e influenciar decisões em comunidades sob seu controle. Essa estratégia visa garantir impunidade e acesso a informações privilegiadas.
Grande parte dessas estruturas criminosas continua orbitando em torno dos principais chefes da facção, que estão escondidos nos complexos da Penha e do Alemão, de onde coordenam as operações.
As revelações apontam para um Comando Vermelho mais sofisticado e diversificado, que se adapta às novas tecnologias e explora brechas do sistema. A fonte não detalhou o montante exato dos lucros, mas a exploração bilionária de setores como mineração de criptomoedas e tráfico de armas sugere um poder econômico crescente. As autoridades seguem monitorando a expansão da facção, que representa um desafio constante para a segurança pública no Rio de Janeiro.

