O endividamento líquido dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro soma R$ 14,3 bilhões em 2025, uma alta de 15% em relação ao ano anterior. Os dados, divulgados por consultoria especializada, mostram que Atlético-MG e Botafogo lideram com dívidas superiores a R$ 2 bilhões cada. Corinthians e Palmeiras, por sua vez, registram endividamento líquido de aproximadamente R$ 1 bilhão.
Dívidas recordes e reduções expressivas
O cenário financeiro dos clubes brasileiros apresenta contrastes marcantes. Enquanto alguns times veem suas dívidas crescerem, outros conseguem reduções significativas. O Bahia, por exemplo, reduziu 80% de suas dívidas, passando de R$ 821 milhões em 2024 para R$ 168 milhões em 2025. Já o Ceará apresentou aumento de 267% no endividamento, saltando de R$ 44 milhões para R$ 161 milhões no mesmo período.
Outro indicador relevante é a relação entre endividamento líquido e receita total. O Atlético-MG apresenta endividamento equivalente a 3,44 vezes sua receita, seguido pelo Corinthians, com 2,81 vezes, e pelo São Paulo, com 2,24 vezes. Esses números indicam um comprometimento elevado das receitas com o pagamento de dívidas.
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Clubes com dívida inferior à receita
Por outro lado, seis clubes da Série A têm endividamento líquido inferior à receita total. São eles: Fluminense (0,99), Ceará (0,84), Palmeiras (0,83), Bahia (0,69), Fortaleza (0,66) e Flamengo (0,42). Isso significa que esses times possuem capacidade de quitar suas dívidas com a receita gerada em um ano, o que é um sinal de saúde financeira.
Dois clubes se destacam por não apresentarem endividamento líquido no período analisado: Juventude e Mirassol. O Juventude ainda reduziu suas dívidas tributárias em 35% na comparação com 2024.
Dívidas tributárias em alta e em queda
As dívidas tributárias, aquelas com o governo, também tiveram movimentos distintos. O Internacional reduziu suas dívidas tributárias em 19% e o São Paulo em 9% na comparação com 2024. Em contrapartida, o Cruzeiro ampliou suas dívidas tributárias em cerca de 157%, o Fortaleza em 76% e o Grêmio em 67%.
Receitas em alta: R$ 14,9 bilhões
Apesar do endividamento elevado, as receitas dos clubes também cresceram. Os 20 clubes da Série A registraram receita total de R$ 14,9 bilhões em 2025, um crescimento de 33% em relação ao ano anterior. Flamengo, Palmeiras, Botafogo, São Paulo e Fluminense concentram 49% desse montante, ou seja, quase R$ 15 bilhões.
As principais fontes de receita foram os direitos de transmissão e premiações, que responderam por R$ 4,9 bilhões, e a transferência de jogadores, que somou R$ 3,9 bilhões, um avanço de 45% em relação a 2024. Esses números mostram que, embora o endividamento seja alto, os clubes estão gerando mais receita, o que pode ajudar a equilibrar as contas no futuro.
Fonte
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