A Casas Bahia registrou prejuízo líquido de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2025, conforme balanço divulgado pela companhia. Apesar do resultado negativo, a varejista conseguiu reduzir sua dívida líquida em 68% na comparação com o mesmo período do ano anterior, para R$ 1,129 bilhão. A receita líquida cresceu 6,1%, totalizando R$ 7,416 bilhões.
Dívida cai, mas prejuízo se amplia
A dívida líquida da Casas Bahia passou de R$ 3,528 bilhões no primeiro trimestre de 2024 para R$ 1,129 bilhão no primeiro trimestre de 2025, uma redução de 68%. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, houve leve aumento, já que a dívida estava em R$ 1,129 bilhão.
O fluxo de caixa livre permaneceu positivo, em R$ 852 milhões, ante um consumo de R$ 322 milhões no mesmo período do ano passado. A companhia atribuiu o desempenho à melhora do capital de giro e ganhos operacionais, mesmo com a sazonalidade típica de formação de estoques para datas relevantes do varejo, como Dia das Mães e Copa do Mundo.
Receita cresce com e-commerce próprio
A receita líquida avançou 6,1% no trimestre, para R$ 7,416 bilhões. O destaque positivo ficou por conta do e-commerce próprio (1P), que cresceu 26,4%. Já o marketplace (3P) registrou decréscimo de 3%, totalizando R$ 1,780 bilhão.
A margem Ebitda ficou em 8,1%, praticamente estável em relação aos 8,2% registrados um ano antes. Os custos das mercadorias vendidas (CMV) totalizaram R$ 5,115 bilhões, alta de 5,9% na comparação anual. As despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) somaram R$ 1,704 bilhão no trimestre, equivalentes a 23% da receita líquida.
Postura conservadora impacta resultado
O prejuízo de R$ 1 bilhão foi influenciado por uma decisão contábil da companhia. A Casas Bahia adotou uma postura mais conservadora em relação aos créditos tributários sobre prejuízos acumulados e deixou de registrar ativos fiscais diferidos. Isso gerou uma variação negativa de cerca de R$ 370 milhões na linha de imposto de renda frente ao ano anterior.
CFO projeta volta ao lucro gradual
O executivo da Casas Bahia afirmou que a combinação entre melhora operacional e redução gradual das despesas financeiras deve pavimentar o caminho para a volta ao lucro. “A trajetória para o lucro é gradual. Não é de um trimestre para o outro. É uma jornada, não uma corrida de 100 metros”, disse. “O operacional continua melhorando e a transformação do balanço começa a ter cada vez mais impacto trimestre a trimestre”, finalizou o CFO.
Fonte
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