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Carteira de pedidos da Romi sobe 15,1% no 4º tri, para R$ 750,3 mi

Carteira de pedidos da Romi sobe 15,1% no 4º tri, para R$ 750,3 mi

Crédito: valor.globo.com

A Romi, fabricante de máquinas-ferramentas, divulgou nesta terça-feira (3) que sua carteira de pedidos encerrou o quarto trimestre de 2025 em R$ 750,3 milhões. O valor representa um crescimento de 15,1% na comparação anual, embora tenha registrado uma queda de 16,2% em relação ao trimestre anterior.

Os dados foram apresentados em comunicado oficial da empresa, que também revelou movimentos distintos entre suas divisões de negócio.

Entrada de pedidos no trimestre: queda de 47,4%

A entrada de pedidos totais no quarto trimestre foi de R$ 182,8 milhões. Esse valor representa uma queda anual de 47,4%.

Essa retração reflete um desempenho fraco em praticamente todas as divisões da companhia no período:

Em contraste, a carteira de pedidos da divisão B+W apresentou um cenário completamente diferente. Essa divergência entre entrada de novos pedidos e a carteira acumulada sugere um descompasso temporal nas operações.

Desempenho no acumulado do ano: alta modesta de 2%

No acumulado de 2025, a entrada de pedidos chegou a R$ 1,32 bilhão. Isso representa uma alta modesta de 2% sobre o registrado em 2024.

Esse resultado anual, no entanto, mascara quedas significativas em segmentos específicos:

Apesar das retrações em algumas frentes, o crescimento geral de 2% no acumulado anual indica que outros setores compensaram parcialmente essas perdas. Esse equilíbrio precário entre divisões ajuda a entender como a carteira total conseguiu avançar, mesmo com a entrada trimestral em declínio.

Composição da carteira de pedidos: destaque para B+W

Crescimento robusto da divisão Burkhardt + Weber

A carteira de pedidos da Romi, que chegou a R$ 750,3 milhões no quarto trimestre, teve um desempenho notavelmente positivo na divisão Burkhardt + Weber (B+W). Essa unidade registrou R$ 494,6 milhões em pedidos acumulados, com um avanço anual expressivo de 39%.

Esse crescimento robusto foi fundamental para puxar o resultado geral da carteira para cima, compensando fraquezas em outras áreas.

Contraste entre entrada e carteira acumulada

O contraste é evidente: enquanto a entrada de novos pedidos da B+W caiu quase 70% no trimestre, sua carteira acumulada saltou 39% no ano. Isso sugere que a divisão conseguiu fechar contratos significativos em períodos anteriores, cujo valor ainda não foi totalmente executado.

Esse descolamento temporal entre captação e execução é comum no setor de máquinas pesadas, onde os ciclos de produção são longos.

Análise do cenário trimestral: desafios e visibilidade

Queda na comparação trimestral

A queda de 16,2% na carteira de pedidos na comparação trimestral indica que o ritmo de execução ou cancelamentos superou o de novas captações no período. Quando combinada com a queda de 47,4% na entrada de novos pedidos, essa redução trimestral na carteira sugere um ambiente desafiador para a empresa nos últimos meses de 2025.

A fonte não detalhou os motivos específicos para essa desaceleração.

Patamar elevado da carteira

Vale notar que a carteira ainda se mantém em patamar elevado, com R$ 750,3 milhões. Esse valor representa um volume substancial de trabalho a ser executado nos próximos períodos.

Esse estoque de pedidos garante certa visibilidade para a produção futura, mesmo diante da fraqueza na captação recente. A empresa agora enfrenta o desafio de reconquistar o dinamismo na entrada de novos negócios.

Fonte

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