A Pfizer apresentou resultados promissores de sua caneta emagrecedora de aplicação mensal, a berobenatida, durante o encontro da Associação Americana de Diabetes, em Nova Orleans. O estudo VESPER-3 mostrou que pacientes com sobrepeso ou obesidade sem diabetes perderam quase 15% do peso corporal após 14 meses de tratamento com a dose mais alta a cada quatro semanas. A empresa pretende construir um portfólio completo de tratamentos voltados à obesidade e às doenças associadas, como diabetes, apneia do sono e osteoartrite do joelho.
Resultados do estudo VESPER-3
No estudo VESPER-3, pacientes com sobrepeso ou obesidade sem diabetes que receberam a dose mais alta do medicamento a cada quatro semanas perderam quase 15% do peso corporal após 14 meses. Dados preliminares já haviam mostrado uma perda de peso de 12,3% após 28 semanas de tratamento mensal. Os resultados reforçam a aposta da empresa em transformar a berobenatida no primeiro medicamento da categoria GLP-1 com aplicação mensal. Atualmente, os tratamentos líderes de mercado, como Wegovy e Zepbound, exigem administração semanal.
Aquisição da Metsera e planos futuros
A Pfizer adquiriu a Metsera no ano passado por US$ 10 bilhões, trazendo especialistas em descoberta e desenvolvimento de medicamentos. Em 2026, a empresa conduz 10 grandes ensaios de fase 3 envolvendo o medicamento injetável para obesidade e condições relacionadas. Estão previstos estudos internacionais em mercados estratégicos, como China e Japão. O objetivo é criar um ecossistema completo de tratamentos metabólicos, incluindo medicamentos injetáveis, comprimidos, terapias combinadas e produtos com intervalos de aplicação ainda mais longos.
Inovação e personalização dos tratamentos
Chris Boshoff afirmou: “Estamos entrando em uma nova era de inovação em medicina interna” durante o encontro da Associação Americana de Diabetes, em Nova Orleans, em entrevista à Bloomberg. A empresa trabalha em compostos experimentais que, segundo Boshoff, poderão ser administrados apenas uma vez a cada três meses. Para a Pfizer, a próxima fase do mercado de obesidade será marcada pela personalização dos tratamentos. A expectativa é que futuras terapias sejam adaptadas ao perfil de cada paciente, levando em consideração fatores como genética, biomarcadores, preferências individuais e doenças associadas. Boshoff afirmou: “Todas as doenças se tornaram mais individualizadas. Isso certamente acontecerá com as doenças metabólicas, incluindo a obesidade”.
Capacidade de fabricação e distribuição
A Pfizer aposta em sua capacidade de fabricação e distribuição para ganhar espaço no setor. A companhia afirma já possuir infraestrutura global para produzir medicamentos para obesidade em larga escala, incluindo oito unidades dedicadas à fabricação de injetáveis estéreis. A berobenatida utiliza uma quantidade menor de ingrediente ativo em comparação com concorrentes, o que pode facilitar a produção em escala.
Fonte
- exame.com
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