Ícone do site Imóveis em Alta

Brasil lidera ranking mundial de assassinatos de trans

Brasil lidera ranking mundial de assassinatos de trans

Crédito: exame.com

O Brasil permanece no topo do ranking mundial de assassinatos de pessoas transexuais e travestis, com 80 casos registrados em 2025. Os dados são da 9ª edição do dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), lançado nesta segunda-feira, 26.

A posição lidera a lista desde a criação do relatório, em 2008, reforçando um cenário de violência persistente.

Panorama dos assassinatos em 2025

Estados com maior número de casos

No ano passado, os estados com maior número de assassinatos foram:

Metodologia de coleta de dados

As informações foram coletadas através de:

Esse método busca capturar a realidade além dos números oficiais, muitas vezes subnotificada. A violência reflete um problema estrutural que demanda atenção contínua.

Histórico de violência desde 2017

Números acumulados

Entre 2017 e 2025, foram registrados 1.261 assassinatos de pessoas trans no Brasil. A média foi de 140 mortes por ano, indicando uma tragédia recorrente.

Ranking por estado no período

Em contraste com os dados de 2025, o ranking por estado nesse período mostra:

Esses números evidenciam que a violência não se concentra apenas em um ano, mas persiste ao longo do tempo. A distribuição geográfica também varia, com diferentes estados assumindo posições de destaque em períodos distintos.

A consistência dos dados reforça a urgência de políticas públicas eficazes.

Contexto regional e global

Panorama latino-americano

No recorte regional, 68% dos assassinatos ocorreram na América Latina e no Caribe. Isso coloca o Brasil em um cenário mais amplo de violência contra pessoas trans na região.

Liderança mundial persistente

Desde a criação do relatório, em 2008, o país mantém a liderança global entre os que mais matam pessoas trans. A posição, infelizmente, não é nova, mas continua a alarmar especialistas e ativistas.

A persistência desse quadro exige uma reflexão sobre as causas estruturais da violência. A coleta de dados por organizações da sociedade civil é crucial para visibilizar o problema.

A transição para um cenário mais seguro depende de esforços conjuntos e monitoramento constante.

Impacto e necessidade de ação

Vidas perdidas e histórias interrompidas

Os números apresentados pelo dossiê da ANTRA não são apenas estatísticas, mas representam vidas perdidas. Cada caso reflete uma história interrompida pela violência, afetando famílias e comunidades.

A média de 140 mortes por ano entre 2017 e 2025 ilustra a dimensão do desafio. Em resposta, é fundamental fortalecer mecanismos de proteção e combate à impunidade.

Pressão por mudanças concretas

A divulgação desses dados busca pressionar por mudanças concretas. Organizações defendem a implementação de políticas específicas para a população trans, incluindo acesso à justiça e educação.

Enquanto isso, a sociedade civil continua a documentar e denunciar os casos, mantendo o tema em evidência. A esperança é que, no futuro, o Brasil deixe de liderar esse triste ranking.

Fonte

Sair da versão mobile