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Bitcoin supera US$ 73 mil com pressão vendedora menor

Bitcoin supera US$ 73 mil com pressão vendedora menor

Crédito: exame.com

O bitcoin superou a marca de US$ 73 mil nesta sexta-feira, 13, encaminhando-se para um encerramento de semana útil “no verde”. A maior criptomoeda do mundo registra alta de 1% nas últimas 24 horas, com a pressão vendedora aparentemente perdendo força.

No momento, a moeda digital é cotada a US$ 73.463, em um movimento que contrasta com o sentimento de “medo extremo” capturado por indicadores de mercado.

Análise do mercado de criptomoedas

Desempenho recente do bitcoin

Nas últimas 24 horas, o bitcoin apresentou uma valorização de 1%, consolidando um desempenho positivo na semana. Ao longo dos últimos sete dias, a criptomoeda acumula uma alta mais expressiva de 6,8%.

Esse movimento ascendente ocorre mesmo com o Índice de Medo e Ganância sinalizando “medo extremo” em 15 pontos, uma métrica que reflete a psicologia dos investidores.

Perspectiva de longo prazo

Por outro lado, a trajetória de longo prazo ainda mostra desafios significativos. Desde sua máxima histórica de US$ 126 mil, alcançada em outubro do ano passado, o bitcoin acumula uma queda de mais de 40%.

Em outra perspectiva, a criptomoeda despencou quase 50% desde sua máxima histórica de 2025, evidenciando a volatilidade característica desse ativo.

Apesar das quedas recentes, o panorama geral desde o início da pandemia de Covid-19 é de recuperação. O bitcoin acumula uma alta surpreendente desde o dia em que o mundo parou com a crise sanitária, demonstrando resiliência em um período de incertezas globais.

Essa recuperação gradual sugere um possível fortalecimento do mercado após períodos de forte correção.

Eventos e regulamentação

The Merge em São Paulo

O cenário das criptomoedas ganhará um evento de destaque na América Latina nas próximas semanas. The Merge, um encontro setorial, ocorrerá entre os dias 17 e 19 de março, escolhendo São Paulo para sediar as atividades.

A iniciativa pretende conectar a América Latina à Europa, promovendo intercâmbio e discussões sobre o futuro do mercado.

A escolha do Brasil como sede reflete o crescimento do interesse por criptoativos na região. A realização do evento em março pode trazer novos debates e perspectivas para investidores locais, especialmente em um momento de movimentação de preços.

A conexão com a Europa pode abrir portas para maiores integrações financeiras e tecnológicas.

Debate sobre tributação no Brasil

Enquanto o mercado internacional se movimenta, o Brasil enfrenta discussões regulatórias que impactam o setor. Associações do ramo afirmam que uma possível cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre stablecoins seria “ilegal”.

Essas organizações argumentam que “não existe paralelo similar no mundo” para tal medida, levantando preocupações sobre a competitividade do mercado nacional.

O posicionamento das associações surge em um contexto de busca por maior clareza regulatória para as criptomoedas. A discussão sobre tributação específica para stablecoins – criptomoedas atreladas a moedas tradicionais como o dólar – pode influenciar a adoção desses ativos no país.

A fonte não detalhou quais associações emitiram as declarações ou os próximos passos do debate.

Perspectivas e volatilidade contínua

A recente alta do bitcoin acima de US$ 73 mil, combinada com a possível redução da pressão vendedora, sugere um momento de reavaliação por parte dos investidores. No entanto, o indicador de “medo extremo” serve como um lembrete de que a cautela ainda predomina no mercado.

A volatilidade histórica da criptomoeda, evidenciada pelas quedas desde as máximas de 2024 e 2025, continua sendo uma característica central.

Eventos como The Merge em São Paulo podem contribuir para um amadurecimento do ecossistema na América Latina. Paralelamente, as discussões regulatórias no Brasil, como a possível cobrança de IOF sobre stablecoins, mostram que o ambiente legal ainda está em formação.

O mercado de criptomoedas segue, portanto, em um caminho de altos e baixos, com investidores acompanhando de perto cada movimento de preços e desenvolvimento institucional.

Fonte

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