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Novo CEO da Berkshire Hathaway traça planos sob olhar de Buffett

Novo CEO da Berkshire Hathaway traça planos sob olhar de Buffett

Crédito: www.seudinheiro.com

Homenagem a Buffett marca a transição

A primeira reunião anual da Berkshire Hathaway sem Warren Buffett como CEO começou com uma homenagem ao Oráculo de Omaha. Uma camisa com o nome de Buffett foi içada até as vigas do CHI Health Center, em Omaha. Na camisa estava estampado o número 60, como uma comemoração permanente aos muitos anos do megainvestidor no conglomerado.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Buffett elogia sucessor da plateia

Após o tributo, Buffett discursou de seu assento na primeira fileira. Ele pegou o microfone para elogiar Greg Abel, lembrando que hoje marca o aniversário de quando anunciou que Abel se tornaria CEO. Buffett disse: “Não poderíamos ter tomado uma decisão melhor. Foi 100% bem-sucedido. Ele está fazendo tudo que eu fiz e até mais. Ele é a pessoa certa”. Embora Buffett não ocupe mais a cadeira de CEO, ele permanece como presidente do conselho (chairman).

Cultura corporativa como pilar

Abel afirmou que a cultura corporativa seguirá sendo o principal ativo da Berkshire Hathaway após a saída do Oráculo de Omaha do comando da empresa. Ele declarou: “A cultura é a base da Berkshire e seguirá após a saída de Buffett”. A declaração reforça a continuidade dos valores que nortearam o conglomerado por décadas.

Apple: investimento bilionário

Buffett destacou a trajetória da Apple e elogiou a liderança de Tim Cook após a morte de Steve Jobs. Ele comentou: “Apple parece uma empresa nova, mesmo após 50 anos”. Buffett afirmou que o investimento de cerca de US$ 35 bilhões da Berkshire Hathaway na Apple se transformou em aproximadamente US$ 185 bilhões ao longo da última década, considerando dividendos, ganhos realizados e valorização não realizada. Segundo Buffett, a Berkshire praticamente entregou parte relevante de seus recursos à administração da Apple.

Inteligência artificial com cautela

Abel afirmou que a companhia vem ampliando o uso de inteligência artificial (IA) e reforçando a contratação de desenvolvedores. Segundo ele, o objetivo é acelerar a transformação digital dos negócios, especialmente na área de energia, diante da crescente demanda provocada pela expansão de data centers e hyperscalers nos Estados Unidos. No entanto, Abel adota uma postura mais conservadora e disse: “Tem que ser adicional para nossos negócios. Não vamos fazer IA por causa da IA”. Ele anunciou que a Berkshire implementará inteligência artificial de forma restrita e focada na criação de propostas de valor. Abel avaliou que há riscos para a humanidade ligados à tecnologia que o conglomerado está levando em consideração.

Desafios energéticos e data centers

Abel destacou que a Berkshire já opera em um patamar considerado elevado em relação a outras utilities dos Estados Unidos, muitas das quais ainda projetam atingir algo entre 5% e 10% de exposição ao consumo de data centers nos próximos anos. Ele avaliou: “Consumo de energia por data centers pode crescer 50% em cinco anos”. Abel ressaltou que a expansão da infraestrutura energética para atender hyperscalers e centros de processamento de dados não poderá elevar tarifas para consumidores tradicionais. A fonte não detalhou como a empresa pretende equilibrar esse crescimento sem repassar custos.

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