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B3 e Motiva são favoritas para investir com sustentabilidade

B3 e Motiva são favoritas para investir com sustentabilidade

Crédito: www.seudinheiro.com

Duas ações se destacaram como as principais recomendações de analistas para investidores que buscam aliar rentabilidade a práticas sustentáveis. A B3 (B3SA3), empresa do setor financeiro conhecida como “dona da bolsa”, e a Motiva (MOTV3), do setor de infraestrutura, ficaram no topo do ranking consolidado pelo Seu Dinheiro.

Ambas receberam, cada uma, três indicações nos portfólios de março. Isso sinaliza a confiança das corretoras em seu desempenho dentro do universo ESG.

Desempenho recente das ações favoritas

As ações da B3 tiveram um mês de fevereiro bastante positivo, com alta de 10,8%. Esse desempenho superou tanto o Ibovespa, que subiu 4,1% no período, quanto o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que registrou valorização de 3,7%.

Desde o início do ano, o papel da empresa acumula uma expressiva alta de 30%, demonstrando força no mercado. Por outro lado, a Motiva apresenta alta acumulada de 1,8% na bolsa neste ano, um movimento mais moderado, mas que ainda assim acompanha a tendência positiva do setor.

Análises sobre a B3 (B3SA3)

Valuation e perspectivas financeiras

Os analistas da XP acreditam que a empresa B3 está sendo negociada a um nível de preço razoável, com o indicador de preço sobre lucro (P/L) de 16 vezes. A corretora tem boas perspectivas para a companhia com base na revisão completa da estrutura de custos e despesas.

Além disso, os analistas destacam a forte geração de fluxo de caixa da B3, um fator importante para a saúde financeira da empresa. A XP mantém a ação B3 no seu portfólio focado em ESG, embora tenha recomendação neutra para o papel B3SA3.

Isso indica uma visão cautelosa, mas ainda assim favorável para o longo prazo.

Recomendações para a Motiva (MOTV3)

Corretoras que indicam a ação

A Motiva, que é o antigo grupo CCR, foi recomendada por três importantes corretoras: BB Investimentos, BTG e XP. Segundo a XP, a empresa pode se beneficiar em 2026 com novos projetos e uma agenda regulatória favorável.

Isso aponta para um horizonte de crescimento futuro. O último ano ficou marcado pela simplificação do portfólio da companhia, que vendeu ativos com desempenho abaixo do esperado, como barcas e aeroportos, e fez melhorias nas demais concessões.

Essa reestruturação pode preparar o terreno para uma fase mais sólida de resultados.

Potencial de valorização apontado para a Motiva

O BTG estabeleceu um preço alvo de R$ 20 para a ação da Motiva. Em relação à cotação atual, esse valor representa um potencial lucrativo de 31,5%, um percentual significativo que atrai a atenção de investidores.

Esse dado reforça o otimismo em torno da empresa, especialmente considerando as mudanças recentes em sua estrutura operacional. A combinação entre a simplificação do portfólio e as perspectivas regulatórias futuras cria um cenário promissor para a valorização do papel.

Contexto do mercado ESG e sustentabilidade

Desempenho em relação ao ISE

O desempenho superior da B3 em relação ao ISE em fevereiro chama a atenção para a força individual da ação dentro do tema de sustentabilidade. Enquanto o índice que reúne empresas com práticas ESG avançadas subiu 3,7%, a B3 valorizou quase três vezes mais.

Isso mostra que pode oferecer retornos atrativos mesmo alinhada a esses critérios. Já a Motiva, com sua trajetória de reestruturação e foco em concessões, se posiciona como uma opção para quem busca exposição a infraestrutura com potencial de ganhos no médio prazo.

Essa projeção segue as análises das corretoras, mas a fonte não detalhou prazos específicos.

Considerações finais para investidores

As recomendações concentradas em B3 e Motiva refletem uma convergência de opiniões entre analistas de diferentes instituições financeiras. Para a B3, os argumentos giram em torno de:

No caso da Motiva, o foco está na reestruturação concluída e nas oportunidades regulatórias que podem se materializar nos próximos anos. Ambas as empresas aparecem como peças-chave para quem deseja montar uma carteira com viés sustentável.

Elas apresentam, no entanto, perfis de risco e prazo distintos. A decisão final, como sempre, cabe ao investidor, que deve considerar seu perfil e objetivos financeiros.

Fonte

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