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Axia Energia AXIA3 lidera resultados do 1T26, aponta Itaú BBA

Axia Energia AXIA3 lidera resultados do 1T26, aponta Itaú BBA

Crédito: www.seudinheiro.com

O primeiro trimestre de 2026 reserva um cenário misto para as empresas do setor elétrico brasileiro. Enquanto a maioria sente o baque da retração na demanda e da hidrologia desfavorável, a Axia Energia (AXIA3) — ex-Eletrobras — desponta como o principal destaque positivo, de acordo com um relatório do Itaú BBA.

Cenário misto para elétricas

O pano de fundo cria um cenário misto para as empresas do setor. Há pressão sobre volumes e margens, mas também abre espaço para ganhos pontuais com preços mais elevados, especialmente para companhias com maior exposição ao mercado e portfólio mais flexível, caso da Axia.

A demanda média no Sistema Interligado Nacional (SIN) ficou em cerca de 84,9 Giga Watts médios no trimestre, uma retração anual de 1,4%. O movimento reduz o potencial de crescimento das distribuidoras, já que limita o avanço do mercado atendido.

A hidrologia também jogou contra. Os reservatórios encerraram o período em 68% da capacidade, praticamente estáveis na comparação anual. O fator de ajuste de geração (GSF) caiu de 1,07 para 0,92, indicando menor disponibilidade hídrica. Como resultado, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) médio no Sudeste/Centro-Oeste chegou a R$ 308/MWh, quase o dobro do registrado um ano antes. No Sul, o PLD foi ainda maior, em R$ 358/MWh.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Axia: desempenho superior

Beneficiada pelo ambiente de preços elevados e pela menor exposição aos efeitos negativos do trimestre, a Axia Energia deve apresentar um desempenho superior aos seus pares, escrevem os analistas no relatório. A expectativa do banco para a empresa é de crescimento de 30,7% na receita na comparação anual, impulsionada pelo ambiente de preços mais altos e menor exposição aos pontos negativos do setor. Os analistas mantêm recomendação de compra para o papel.

Alupar e CPFL: contrastes

A Alupar (ALUP11) deve apresentar um trimestre mais equilibrado. A transmissão segue com crescimento sustentado pela Receita Anual Permitida (RAP), a remuneração fixa que empresas de transmissão de energia têm direito a receber por operar suas linhas.

Já a CPFL Energia (CPFE3) deve sentir mais o impacto negativo, com queda de volumes na distribuição e pressão na geração eólica, que sofreu com menor intensidade de ventos e curtailment acima de 20%.

Sabesp: crescimento, mas neutra

No saneamento, a Sabesp (SBSP3) tende a mostrar crescimento de receita puxado por aumento de volume e reajuste tarifário, com custos relativamente controlados. A recomendação para a Sabesp segue neutra.

Fonte

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