Desemprego na Argentina sobe para 7,5% no 4º trimestre de 2025
O mercado de trabalho argentino enfrentou nova pressão no último trimestre de 2025. A taxa de desocupação atingiu 7,5% entre outubro e dezembro daquele ano.
Isso representa uma alta de 0,9 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, o indicador subiu 1,1 ponto percentual frente ao quarto trimestre de 2024.
Impacto da retração econômica
Os dados refletem um momento econômico desafiador. O Produto Interno Bruto (PIB) contraiu 0,5% no último trimestre de 2025 em relação ao período anterior.
Essa retração ajuda a explicar parte da pressão sobre o emprego formal. O número total de desocupados chegou a 1.093.000 pessoas nas principais áreas urbanas pesquisadas.
Esse valor é 156 mil superior ao registrado no terceiro trimestre do mesmo ano.
Contexto histórico do desemprego
A situação atual contrasta com períodos históricos mais críticos. O pico de desemprego foi de 24,1% no segundo trimestre de 2002.
Apesar do cenário atual ser menos grave, os números recentes indicam reversão na trajetória de recuperação do mercado de trabalho argentino.
Informalidade atinge 43% dos ocupados
Paralelamente ao aumento do desemprego, a economia informal manteve presença significativa. A taxa de informalidade chegou a 43% da população ocupada no último trimestre de 2025.
Isso representa aproximadamente 5,8 milhões de pessoas atuando sem proteção trabalhista adequada.
Variação da informalidade
O percentual mostra leve queda de 0,3 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre. No entanto, configura avanço de um ponto percentual frente ao mesmo período de 2024.
A persistência de altos níveis sugere que parte da população busca alternativas de renda fora do mercado formal, especialmente em momentos de retração econômica.
Consequências da informalidade
Trabalhadores informais geralmente não têm acesso a benefícios como:
- Férias remuneradas
- Décimo terceiro salário
- Previdência social
Isso aumenta sua vulnerabilidade econômica. A realidade afeta principalmente setores como comércio, serviços e construção civil.
Alcance geográfico da pesquisa
Os números sobre desemprego e informalidade referem-se especificamente às 31 principais áreas urbanas da Argentina. Essas regiões concentram cerca de 30 milhões de habitantes.
Áreas cobertas pela pesquisa
A amostra representa a maior parte da população economicamente ativa em regiões urbanizadas. A pesquisa não cobre áreas rurais ou pequenas localidades.
O universo populacional total considerado é de aproximadamente 46,4 milhões de pessoas. Isso inclui tanto a população economicamente ativa quanto aquela fora do mercado de trabalho.
Principais polos econômicos pesquisados
As 31 áreas urbanas correspondem aos principais centros do país, incluindo:
- Região Metropolitana de Buenos Aires
- Córdoba
- Rosário
- Mendoza
Nessas regiões, os efeitos da retração econômica tendem a ser mais visíveis nos indicadores de emprego.
Perspectivas para o mercado de trabalho
A trajetória do emprego dependerá principalmente da recuperação do crescimento econômico. A capacidade do governo em implementar políticas de estímulo ao setor produtivo também será crucial.
Desafios da formalização
A redução da informalidade exigirá medidas específicas de incentivo, como:
- Simplificação tributária
- Programas de capacitação profissional
O desafio será combinar políticas de curto prazo para gerar empregos com reformas estruturais.

