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Aneel prevê aumento de 8,6% na conta de luz em 2026

Aneel prevê aumento de 8,6% na conta de luz em 2026

Crédito: exame.com

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) elevou a previsão de aumento da conta de luz em 2026 de 8% para 8,6%. O percentual supera a inflação esperada para o ano, medida pelo IPCA, que deve ficar em 4,9%. A revisão ocorre em meio a custos mais altos de energia e aumento dos subsídios setoriais.

Revisão da projeção e causas

Na primeira previsão do ano, divulgada em março, a Aneel projetou um aumento médio de 8% na conta de luz, sem considerar ainda a aplicação do UBP nos cálculos. A nova estimativa, de 8,6%, incorpora a elevação dos custos de energia devido a um regime de chuvas desfavorável no ciclo 2025/2026. A escassez hídrica força o acionamento de termelétricas, que geram energia mais cara, pressionando as tarifas.

Alívio parcial com UBP

O uso dos recursos do UBP (Uso de Bem Público) proporcionará alívio no aumento médio para os consumidores das regiões Norte, Nordeste, Mato Grosso, partes de Minas Gerais e do Espírito Santo. Esses consumidores terão desconto nas tarifas, graças ao uso de R$ 3,1 bilhões do encargo. A medida busca mitigar o impacto dos custos maiores nessas localidades.

Subsídios e impostos na tarifa

Aproximadamente 10% da tarifa se refere aos subsídios do setor, reunidos na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). O orçamento de 2026 da CDE prevê R$ 47,8 bilhões em subsídios, o que representa crescimento de 17,7% em relação a 2025. Já os impostos, como ICMS e PIS/Cofins, correspondem a outros 30% do valor da tarifa. Esses componentes explicam parte do reajuste acima da inflação.

Bandeira tarifária e impacto adicional

A bandeira tarifária pode gerar acréscimo a partir do patamar amarelo. O sistema aplica uma taxa extra variável quando o sistema elétrico aciona fontes de geração mais caras, como termelétricas, geralmente em períodos de estiagem. Com o regime de chuvas desfavorável, é possível que as bandeiras vermelhas sejam acionadas, elevando ainda mais a conta de luz em 2026.

O resultado veio levemente acima da expectativa do mercado financeiro, que esperava uma alta de 0,53% no mês. A Aneel não detalhou o impacto mensal específico para cada região, mas a projeção geral indica pressão sobre o orçamento das famílias.

Em paralelo, o governo anunciou medidas para aliviar outros setores, como o projeto de renegociação das dívidas rurais, com impacto de R$ 140 bilhões em 13 anos, segundo os ministérios da Fazenda e do Planejamento. O ministro também afirmou que o impacto da proposta é de R$ 140 bilhões em 10 anos, caso haja renegociação integral das dívidas. Além disso, o governo registrou a marca Pix como de ‘alto renome’ no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), visando proteger o sistema de pagamentos.

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